Candidatos conhecidos não se elegem em SP nas eleições 2026
Nomes conhecidos da política paulista, como José Dirceu (PT), Janaina Paschoal (PP) e Padre Kelmon (PL), não conseguiram se eleger nas eleições de 2026. O sistema proporcional explica por que candidatos com muitos votos individuais podem ficar sem mandato.

Nomes conhecidos da política paulista voltaram às urnas nas eleições de 2026, mas não conseguiram uma vaga na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) neste domingo (4). Entre os candidatos que ficaram de fora estão José Dirceu (PT), Rui Falcão (PT), Paulo Teixeira (PT), Orlando Silva (PT), Janaina Paschoal (PP) e Valeria Bolsonaro (PL).
A votação individual, no entanto, não determina sozinha quem consegue uma cadeira na Câmara dos Deputados ou na Alesp. As duas eleições seguem o sistema proporcional, que leva em consideração os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas para definir quantas vagas cada partido ou federação conquista. Por isso, um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro e, ainda assim, não ser eleito.
Votação expressiva não garante mandato
Na disputa pela Câmara, Rui Falcão foi o mais votado entre os nomes da lista que não conseguiram uma cadeira, com 106.443 votos. Logo atrás aparece Paulo Teixeira, com 106.062. José Dirceu, que voltou a disputar uma eleição após anos fora das urnas, recebeu 78.450 votos e também não foi eleito. Orlando Silva teve 78.098 votos.
Esses números mostram que, mesmo com votações na casa dos seis dígitos, a distribuição de cadeiras pelo quociente eleitoral e partidário pode deixar candidatos de fora. A fonte não detalhou o desempenho individual de Janaina Paschoal, Padre Kelmon e Valeria Bolsonaro, mas confirmou que nenhum deles obteve êxito.
Os eleitos e a força dos partidos
São Paulo elegeu neste domingo 70 deputados federais e 94 deputados estaduais. Na disputa federal, Lucas Pavanato (PL) foi o candidato mais votado, com 3.038.438 votos, seguido por Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472, e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107.
O PL conquistou 17 das 70 cadeiras paulistas na Câmara dos Deputados. O PT elegeu 11 parlamentares, enquanto Podemos, MDB e PSOL ficaram com cinco cada. Na disputa estadual, Eduarda Campopiano (PL) liderou a votação, com 1.956.238 votos. Eduardo Suplicy (PT) ficou em segundo lugar, com 654.627, e Sofia Favero (PSOL), em terceiro, com 407.773.
Por que nomes famosos ficam de fora?
O sistema proporcional brasileiro distribui as vagas conforme o total de votos do partido ou federação, e não apenas pela votação individual. Assim, um candidato pode ter votação alta, mas se seu partido não atingir o quociente eleitoral, ele não entra. Além disso, dentro do partido, os candidatos são ordenados pela votação, e apenas os mais bem posicionados ocupam as cadeiras conquistadas pela legenda.
Esse mecanismo explica por que José Dirceu, ex-ministro e figura histórica do PT, não conseguiu retornar ao Congresso mesmo com 78.450 votos. O mesmo vale para Rui Falcão e Paulo Teixeira, que superaram os 100 mil votos, mas ficaram atrás de outros nomes do partido na distribuição interna.
Impacto para a política paulista
A não eleição desses nomes pode alterar o equilíbrio de forças na bancada paulista. O PL, com 17 cadeiras, fortalece a base do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado. O PT, com 11, mantém presença relevante, mas perde quadros experientes como Dirceu e Falcão. Já o PSOL, com cinco cadeiras, consolida nomes como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, que tiveram votações expressivas.
Para os eleitores, o resultado reforça a importância de entender o sistema proporcional: votar em um candidato não garante sua eleição, pois o voto também fortalece o partido. A fonte não detalhou se os candidatos não eleitos pretendem assumir outras funções ou disputar novas eleições.
Próximos passos
Os eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027, conforme calendário eleitoral. Até lá, os partidos devem reorganizar suas estratégias para as eleições municipais de 2028. O Portal Boca no Trombone seguirá acompanhando os desdobramentos da política paulista e nacional.























