Conta de luz puxa inflação prévia de setembro para sua maior alta desde fevereiro

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Lincoln Vargas
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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A inflação prévia de setembro registrou alta de 0,48%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE. O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 12,17%, puxando praticamente todo o resultado mensal.

Em agosto, o IPCA-15 havia recuado 0,14%, e em setembro de 2024, a alta havia sido de 0,13%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula 5,32%, acima do teto da meta de inflação do governo, que é de 4,5%.

Por que a conta de luz subiu tanto?

O aumento na fatura de energia elétrica foi influenciado por dois fatores principais:

  • Fim do Bônus Itaipu, que deu desconto nas contas de agosto para mais de 80 milhões de consumidores;

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  • Adoção da bandeira vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Com isso, o item energia elétrica residencial sozinho respondeu por 0,47 ponto percentual do IPCA-15 de setembro — ou seja, quase todo o índice.

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Alimentos seguem em queda

Enquanto a conta de luz pesa no bolso, o grupo de alimentação e bebidas registrou queda de 0,35%, marcando o quarto mês seguido de deflação nesse segmento.

Os itens que mais recuaram foram:

  • Tomate: -17,49%

  • Cebola: -8,65%

  • Arroz: -2,91%

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  • Café moído: -1,81%

Já as frutas subiram 1,03%, em média. A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,36%, mas desacelerou em relação a agosto (0,71%).

Outros grupos em alta e baixa

Além da habitação (+3,31%), outros grupos com aumento foram:

  • Vestuário: +0,97%

  • Saúde e cuidados pessoais: +0,36%

  • Despesas pessoais: +0,20%

  • Educação: +0,03%

Em contrapartida, apresentaram queda:

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  • Transportes: -0,25%

  • Alimentação e bebidas: -0,35%

  • Artigos de residência: -0,16%

  • Comunicação: -0,08%

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, índice oficial de inflação que guia a política de metas do governo. A principal diferença está no período de coleta: o IPCA-15 abrange 15 de agosto a 15 de setembro.

Ambos os índices avaliam uma cesta de produtos e serviços para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos (atualmente R$ 1.518) e abrangem diversas regiões metropolitanas do país.

O resultado final do IPCA “cheio” de setembro será divulgado em 9 de outubro.

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