Deputado do PT aciona STF para derrubar prisão domiciliar de Bolsonaro
Deputado do PT pede revogação da prisão domiciliar do ex-presidente e alega descumprimento das medidas cautelares após divulgação de mensagem em rede social

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja revogada a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação foi apresentada após uma carta atribuída a Bolsonaro ser lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Segundo Lindbergh, a divulgação da mensagem representa descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que, conforme decisão judicial, está proibido de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Bolsonaro teria violado as restrições ao utilizar o perfil do filho para divulgar posicionamentos políticos. “Jair Bolsonaro não pode falar nem na rede dele, nem nas redes de outras pessoas”, declarou.
Carta defende candidatura de Flávo Bolsonaro
A carta foi apresentada por Flávio Bolsonaro durante uma transmissão realizada no sábado (11). No texto, o ex-presidente manifesta apoio ao senador como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
Na mensagem, Bolsonaro afirma confiar em Flávio como “a melhor opção” para enfrentar problemas como corrupção, violência e dificuldades econômicas no país. O documento também foi divulgado nas redes sociais do senador.
Para Lindbergh Farias, a estratégia demonstra uma tentativa do grupo político ligado ao ex-presidente de manter Bolsonaro no centro da disputa eleitoral, utilizando Flávio como porta-voz de suas posições.
Pedido aguarda análise
O pedido apresentado pelo deputado será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que decidirá se houve, ou não, descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente e se há fundamento para modificar as condições da prisão domiciliar.
Até o momento, não havia decisão da Corte sobre o requerimento.























