Apesar de o Brasil ter registrado, em 2025, o maior número de feminicídios desde a criação da tipificação do crime, em 2015, o Paraná apresentou avanços no enfrentamento à violência contra a mulher. De acordo com dados nacionais, 1.470 mulheres foram assassinadas ao longo do ano — uma média alarmante de quatro mortes por dia, superando o recorde anterior, registrado em 2024. Ainda assim, o estado paranaense apresentou melhora relativa no ranking nacional.
A avaliação é do deputado estadual Delegado Tito Barichello (União), líder do Bloco Parlamentar de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o parlamentar, o Paraná deixou a terceira colocação no ranking nacional de feminicídios e passou a ocupar a quarta posição, resultado que ele atribui a investimentos consistentes e a uma política pública focada na integração das forças de segurança.
“No Paraná, a segurança pública é prioridade. Investimos na integração entre as forças policiais, no fortalecimento da Polícia Civil e da Polícia Militar e em políticas específicas de proteção às mulheres. Os resultados são concretos”, afirmou Barichello.
O deputado destacou que os avanços são fruto de uma atuação coordenada entre o Executivo, o Legislativo e os órgãos de segurança pública, com prioridade orçamentária e foco em ações preventivas e repressivas. Nesse contexto, Barichello ressaltou a destinação de R$ 18 milhões em emendas parlamentares para a área da Segurança Pública, com recursos direcionados ao fortalecimento das estruturas de combate à criminalidade e à proteção das mulheres.
Além dos investimentos, o parlamentar enfatizou sua atuação legislativa voltada à prevenção da violência doméstica, ao endurecimento das medidas contra agressores e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Segundo ele, diversos projetos de lei e normas já aprovadas de sua autoria contribuem para ampliar os mecanismos de defesa e acolhimento das vítimas.
“Segurança pública se faz com seriedade, técnica e coragem. Não é com slogans, mas com trabalho. O Paraná mostra que é possível reduzir índices e salvar vidas quando o Estado assume sua responsabilidade”, declarou.
Entre as iniciativas citadas, Barichello destacou a Lei nº 22.963/25, de sua autoria, que autoriza o porte de spray de pimenta como instrumento de defesa pessoal, além de outros projetos voltados à prevenção da violência, à proteção das mulheres e ao enfrentamento direto da criminalidade.
Por fim, o deputado reconheceu que o desafio ainda é grande, mas reafirmou seu compromisso com a causa. “Ainda temos um longo caminho a percorrer para reduzir de forma definitiva os índices de feminicídio no Paraná. Nosso objetivo é claro e inegociável: trabalhar incansavelmente para que o estado se torne referência nacional na proteção às mulheres e alcance a menor taxa de mortes femininas do país”, concluiu.
Leia também Desentendimento em churrasco termina com jovem baleado em Ponta Grossa


















