Dólar sobe após ação do Banco Central enquanto Ibovespa avança com apoio externo

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Nilson de Paula
Nilson de Paulahttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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O cenário de dólar e Ibovespa hoje foi marcado por movimentos opostos no mercado financeiro. Enquanto a Bolsa brasileira avançou impulsionada pelo otimismo externo, o dólar fechou em alta após atuação estratégica do Banco Central no mercado cambial.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (6) vendido a R$ 4,921, com alta de 0,17%. Apesar do avanço no fechamento, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,63% na semana e recuo de mais de 10% no ano.

A valorização ocorreu principalmente por fatores internos. O Banco Central realizou uma operação de swap cambial reverso no valor de US$ 500 milhões, mecanismo que funciona como compra de dólares no mercado futuro e tende a pressionar a cotação da moeda para cima.

Segundo analistas do mercado, a autoridade monetária aproveitou o momento de baixa do dólar para reduzir parte de sua exposição cambial. A estratégia foi interpretada como uma medida técnica para reorganizar posições e evitar oscilações mais bruscas nas próximas semanas.

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Outro fator que influenciou o mercado foi a forte queda do petróleo no cenário internacional. Como a commodity possui peso importante na balança comercial brasileira, a desvalorização impactou diretamente o desempenho do real frente ao dólar.

Ibovespa mantém alta com apoio de Wall Street

Na Bolsa brasileira, o clima foi mais positivo. O Ibovespa fechou em alta de 0,50%, aos 187.690 pontos, acompanhando o desempenho das bolsas norte-americanas.

Durante o pregão, o principal índice da B3 chegou à máxima de 188.674 pontos, sustentado principalmente pelas ações de mineradoras e empresas ligadas ao consumo interno.

O movimento ganhou força após novos recordes registrados em Wall Street. O S&P 500 e o Nasdaq avançaram mais de 1%, reforçando o apetite global por ativos de risco.

Apesar do cenário favorável, o setor de energia limitou ganhos maiores na Bolsa brasileira. As ações ordinárias da Petrobras recuaram 3,77%, enquanto os papéis preferenciais caíram 2,86%.

Petróleo despenca após redução de tensão no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo tiveram forte queda nesta quarta-feira. O barril do tipo Brent caiu 7,83%, negociado a US$ 101,27, enquanto o WTI recuou 7,03%, para US$ 95,08.

O movimento ocorreu após sinais de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã, além da garantia de segurança na navegação pelo Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo.

A redução das tensões geopolíticas diminuiu o chamado “prêmio de risco” da commodity, trazendo alívio para os mercados internacionais. Mesmo assim, investidores seguem atentos à volatilidade do cenário externo e aos próximos passos das autoridades monetárias ao redor do mundo.

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