Funcionário é agredido dentro de mercado em Uvaranas e empresa não presta atendimento
Funcionário é agredido dentro de mercado em Uvaranas e empresa omite assistência médica. O caso gerou revolta por falta de apoio à vítima.

A redação do Portal BnT recebeu uma denúncia que na noite de sexta-feira (26), um funcionário de segurança foi agredido por um usuário de drogas dentro de um mercado localizado na Av. Gen. Carlos Cavalcanti em Uvaranas, Ponta Grossa. Conversamos com o funcionário que nos informou, que estava sozinho no momento da agressão que ocorreu por volta das 20:30, e que ele precisou intervir quando o suposto agressor estava causando transtornos para outros clientes. Contudo, ele não recebeu apoio de outros funcionários, e a empresa não forneceu a assistência médica necessária.
Após a agressão, o segurança, ferido e sem o devido respaldo da empresa, teve que tomar as rédeas da situação. A empresa não acionou a polícia para registrar o boletim de ocorrência, e foi o próprio funcionário quem precisou ligar para as autoridades. A situação se agravou quando o funcionário, sentindo fortes dores, foi forçado a procurar atendimento médico sozinho, sendo levado por um motorista de aplicativo até a UPA Santana.
O motorista, que levou o funcionário até o hospital, relatou à nossa reportagem a indignação com a falta de apoio da empresa. Ele afirmou: “Ele foi agredido por um cara de rua, um meliante, não sei como vocês falam. O pessoal tentou tirar o cara de lá, mas os outros funcionários não deram apoio. Ele teve que tirar esse cara sozinho, e depois foi agredido. A empresa não deu assistência alguma, não chamou a polícia para fazer o boletim de ocorrência, e ele teve que sair para chamar a polícia e depois ir para a UPA. O que é grave é que, depois, eles queriam que ele voltasse a trabalhar com o olho roxo, ainda pensando em descontar o salário dele.”
O motorista também confirmou que o segurança estava com o olho bastante machucado e não conseguia enxergar direito devido ao impacto. “Levei ele para a UPA porque ele não estava aguentando a dor, especialmente na cabeça, onde ele levou as pancadas. O olho dele estava bem ruim, e ele mal conseguia enxergar”, relatou o motorista.
A identidade do funcionário está sendo preservada, assim como a da empresa, até que recebamos uma posição oficial. Entramos em contato com o estabelecimento para comentar sobre a omissão, mas até o fechamento desta matéria, a empresa não havia se pronunciado.
Leia também: Homem agredido em Castro não resiste e morre no hospital























