Fusca, por Renata Régis Florisbelo
Naqueles idos do começo dos anos 90 ninguém tinha medo de nada. Andava-se por qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer companhia sem se importar com risco. Nas aulas distantes de um bloco para outro nos vários câmpus a percorrer, não perdíamos a chance de pedir carona, sem com nada se importar. Era frequente […]

Naqueles idos do começo dos anos 90 ninguém tinha medo de nada. Andava-se por qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer companhia sem se importar com risco. Nas aulas distantes de um bloco para outro nos vários câmpus a percorrer, não perdíamos a chance de pedir carona, sem com nada se importar. Era frequente uma simpática pessoa que circulava com seu fusca branco muito conhecido pela logomarca de partido político nas portas. Uma sorte quando o tal indivíduo passava e sempre atendia os apelos dos estudantes.
Que sorte a minha no dia que ele passou e me arrebanhou na carona logo após uma tempestade e provavelmente antes da próxima anunciada pelo céu carregado. A cidade encharcada pela colossal chuva de verão e a minha surpresa quando ao passar por uma imensa e inevitável poça d’água, o assoalho do veículo imediatamente inundado atingindo meus pés que ficaram alagados. Sorri de volta quando ele sorriu e disse que os furos no fundo do fusca sempre provocavam isto…
Autoria: Renata Regis Florisbelo
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