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Política

Governo Federal responde a pedido de PG e aponta alternativas ao contorno ferroviário

Resposta encaminhada à Prefeitura em 26 de outubro apresenta conclusão do DNIT e aponta intervenções no Pátio de Soldagem e nos cruzamentos como alternativas

Governo Federal responde a pedido de PG e aponta alternativas ao contorno ferroviário
Reprodução / RUMO
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O Ministério dos Transportes encaminhou à Prefeitura de Ponta Grossa, no dia 26 de outubro, uma resposta ao pedido de estudo para implantação de um novo contorno ferroviário no município, o documento foi obtido com exclusividade pelo BnT Online. A documentação informa que uma avaliação concluída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) considerou inviável a implantação do contorno e identificou outras soluções para reduzir os conflitos entre a ferrovia e o trânsito urbano.

A novidade é a comunicação formal encaminhada nesta semana à administração municipal. A conclusão técnica do DNIT consta em um ofício assinado em 17 de novembro de 2025, agora remetido à Prefeitura junto dos esclarecimentos da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário. Segundo a autarquia, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) apontou viabilidade para intervenções no Pátio de Soldagem e para adequações das travessias da ferrovia, em nível ou em desnível, conforme cada situação.

Cinco alternativas foram avaliadas

O estudo mencionado pelo DNIT trata da resolução de conflitos ferroviários em áreas urbanas de Ponta Grossa e Piraquara. Foram examinadas cinco alternativas: mudança de localização de pátios e instalações ferroviárias; construção de viadutos ou passagens inferiores; combinação de intervenções e sinalização; rebaixamento da linha férrea; e implantação de um contorno ou variante ferroviária.

Após a análise, o órgão concluiu pela inviabilidade do contorno pretendido para Ponta Grossa. Os ofícios apresentados, porém, não detalham os custos de cada alternativa nem os parâmetros que levaram a essa conclusão.

O DNIT reconhece que os cruzamentos entre ruas e trilhos provocam retenções, riscos à segurança viária e restrições à mobilidade. Também destaca a importância estratégica de Ponta Grossa como entroncamento de rotas ferroviárias que conectam estados do Sul e São Paulo e permitem o transporte de cargas em direção aos portos.

Prefeitura propôs integração com rodovias

O pedido municipal foi apresentado pela prefeita Elizabeth Schmidt em 25 de junho de 2025. A proposta solicitava a inclusão de um estudo específico para um novo contorno no planejamento da Malha Sul.

Na justificativa, a Prefeitura relacionou o traçado ferroviário às limitações ao crescimento planejado da cidade e à expansão urbana em direção à Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana. Também sugeriu avaliar a integração da ferrovia com rodovias existentes e planejadas, aproveitando faixas de domínio previstas nas novas concessões.

Documentos não confirmam contratação ou início das obras

No ofício de novembro de 2025, o DNIT previa publicar, no primeiro semestre de 2026, o edital para contratar os projetos de engenharia das soluções consideradas viáveis. A documentação encaminhada agora não confirma se essa licitação foi realizada ou se houve contratação.

O órgão também condicionou a execução das obras à disponibilidade de recursos orçamentários e financeiros.

Caso discorde das soluções propostas, a orientação registrada pelo DNIT é que a Prefeitura comunique formalmente sua posição e apresente fundamentação técnica para justificar uma revisão. Os documentos fornecidos não incluem uma manifestação municipal posterior à resposta encaminhada em 26 de outubro.

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Heryvelton Martins
Autoria
Heryvelton Martins
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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