Grupo Philus amplia atuação nos Campos Gerais
Grupo Philus nos Campos Gerais consolida hub que reúne tecnologias para tratamento, reciclagem e recuperação energética de resíduos.

Com atuação consolidada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais e em outras regiões do Paraná, o Grupo Philus vem ampliando um modelo integrado de gestão de resíduos que reúne empresas, infraestrutura e diferentes tecnologias ambientais. A proposta é atuar desde a coleta e armazenamento até o tratamento, valorização, recuperação energética e destinação final ambientalmente adequada dos materiais.
Entre os principais braços operacionais do grupo estão a Zero Resíduos e a Ponta Grossa Ambiental, que trabalham de forma complementar para atender empresas, indústrias, municípios e grandes geradores.
A estrutura acompanha uma mudança na própria gestão de resíduos. Antes de definir onde determinado material será destinado, a proposta é analisar possibilidades de reciclagem, reaproveitamento, tratamento, transformação em energia ou reinserção em ciclos produtivos.
Isso acontece porque resíduos hospitalares, entulhos da construção civil, lâmpadas fluorescentes, matéria orgânica e rejeitos industriais, por exemplo, possuem características distintas e exigem procedimentos e tecnologias específicas.
CTR Vila Velha reúne tratamento e aproveitamento energético
Um dos exemplos da estrutura mantida pelo Grupo Philus é o CTR Vila Velha, empreendimento da Zero Resíduos localizado em Teixeira Soares, nos Campos Gerais.
Além da disposição ambientalmente adequada dos resíduos, a unidade realiza o tratamento de 100% do chorume gerado na operação. O empreendimento também prevê o aproveitamento do biogás produzido naturalmente pela decomposição dos resíduos para a produção de biometano. Outra tecnologia utilizada dentro das soluções ambientais é a biodigestão, voltada especialmente ao aproveitamento de matéria orgânica.
Nesse processo, os resíduos são decompostos por microrganismos em um ambiente sem oxigênio. A decomposição gera biogás, que posteriormente pode ser aproveitado como fonte energética.
Apesar de ambos produzirem biogás, biodigestão e aterro sanitário possuem processos diferentes. No biodigestor, a decomposição acontece de maneira controlada. Já no aterro, o gás é produzido naturalmente durante a decomposição dos resíduos armazenados nas células.
Construção civil e resíduos de saúde exigem rotas específicas
A mesma lógica de tratamento específico é utilizada nos Resíduos da Construção Civil (RCC).
Materiais como concreto, tijolos, blocos, argamassa e outros resíduos provenientes de obras e demolições podem passar por processos de separação e beneficiamento. Dependendo das características, parte desse material pode voltar à cadeia produtiva na forma de agregado reciclado ou outros produtos.
Já nos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), o principal desafio envolve o risco sanitário.
Resíduos produzidos por hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios e estabelecimentos veterinários devem seguir normas específicas desde a separação e acondicionamento até a coleta, tratamento e destinação.
O Grupo Philus mantém estruturas e soluções destinadas ao gerenciamento desses materiais conforme as características e exigências de cada operação.
Lâmpadas passam por descontaminação
Até mesmo materiais aparentemente simples, como lâmpadas fluorescentes e de vapor metálico, exigem uma rota própria.
Por possuírem componentes que demandam cuidados ambientais, esses produtos precisam passar por descontaminação antes que seus materiais sejam encaminhados para reciclagem ou outra destinação.
O Grupo Philus possui equipamento licenciado para realizar esse processo, permitindo a descontaminação e separação controlada dos componentes das lâmpadas.
Depois dessa etapa, os materiais que apresentam possibilidade de reaproveitamento podem seguir para a cadeia de reciclagem.
Recuperação energética aproveita resíduos sem alternativa de reciclagem
Outra frente desenvolvida pelo grupo é o Processo Integrado de Recuperação Energética de Resíduos, direcionado principalmente aos materiais que já não apresentam alternativas tecnicamente viáveis de reutilização ou reciclagem.
Entre as tecnologias utilizadas estão processos como pirólise e gaseificação.
Na pirólise, os materiais são submetidos a altas temperaturas em condições de ausência ou baixa presença de oxigênio, provocando a decomposição térmica. Já na gaseificação, processos termoquímicos possibilitam a transformação de parte do material em gases com potencial energético.
A recuperação energética não substitui a reciclagem. A tecnologia funciona como uma alternativa para resíduos que já tiveram outras possibilidades de aproveitamento esgotadas, permitindo utilizar seu potencial energético antes da disposição final.
O portfólio do grupo também contempla soluções como coprocessamento, tratamento de efluentes, gestão de resíduos perigosos e gerenciamento de resíduos realizado dentro das instalações dos próprios clientes.
Integração busca reduzir volume destinado aos aterros
A estratégia do Grupo Philus parte da integração entre diferentes tecnologias.
Em vez de considerar o aterro como primeira alternativa, cada material é analisado para identificar possibilidades de reciclagem, compostagem, biodigestão, descontaminação, tratamento, recuperação energética ou outras formas de valorização.
A disposição em aterro continua sendo necessária para os rejeitos que não apresentam outra alternativa técnica ou ambientalmente viável. Dentro do modelo integrado, porém, ela representa a etapa final do processo.
Com empresas complementares, infraestrutura própria e tecnologias destinadas a diferentes tipos de resíduos, o Grupo Philus busca fortalecer sua atuação no setor ambiental e ampliar a capacidade de atendimento a diferentes perfis de geradores.
A Zero Resíduos e a Ponta Grossa Ambiental estão entre os principais braços dessa estrutura, que possui presença em Ponta Grossa, nos Campos Gerais e em diferentes regiões do Paraná.
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