Na noite de domingo (23), um homem de 39 anos, em situação de rua, fez uma enfermeira refém na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Boa Vista, em Curitiba. O incidente teve início por volta das 22h e se estendeu até a madrugada de segunda-feira (24), exigindo uma operação de negociação conduzida pela Polícia Militar.
O homem havia sido levado à UPA por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após apresentar sinais de dor no peito, associados a uma crise de abstinência pelo uso de substâncias ilícitas. Depois de receber atendimento médico, ele adormeceu na sala de espera, mas acordou em estado de surto psicótico e, em meio à confusão, tomou uma enfermeira de 65 anos como refém.
Segundo a Polícia Militar, o indivíduo acreditava que sua vida estava em risco e, sob efeito de alucinações, manteve a profissional sob ameaças. Equipes especializadas foram acionadas para conduzir as negociações. Durante o processo, ele libertou a enfermeira, mas passou a ameaçar sua própria vida com um garfo pressionado contra o pescoço.
O homem demonstrou resistência em se entregar e insistia em manter o objeto próximo ao pescoço durante toda a negociação. Ele ainda pediu a presença da imprensa, alegando querer que sua família soubesse da sua situação e manifestando temor de ser enterrado como indigente.
Após quatro horas de negociação, as equipes de segurança conseguiram imobilizá-lo sem que houvesse ferimentos. O homem foi contido com técnicas não letais e encaminhado para avaliação psiquiátrica. A enfermeira, apesar do susto, não sofreu ferimentos e recebeu atendimento antes de ser liberada para casa.
A Polícia Militar ressaltou que o desfecho foi positivo, com a preservação da vida do indivíduo e da equipe médica envolvida.
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