Homem vai a júri por morte ocorrida de madrugada na Ronda
Réu será julgado nesta quinta-feira (17) por homicídio qualificado ocorrido em 2021 no bairro Ronda, em Ponta Grossa; sessão começa às 8h30 no Tribunal do Júri

Quase cinco anos depois de um homicídio ocorrido no bairro Ronda, em Ponta Grossa, o caso chega ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (17). Rafael Christian Nusda será julgado em uma ação penal por homicídio qualificado relacionada à morte de Cristian Luiz Gonçalves Rosas de Oliveira. A sessão está marcada para começar às 8h30, de forma presencial, no Fórum da Justiça Estadual de Ponta Grossa.
O julgamento consta na pauta oficial do Tribunal do Júri para setembro e será presidido pelo juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt.
O processo tramita sob o número 0032822-32.2021.8.16.0019. Nos documentos do Poder Judiciário, a ação é classificada como de competência do Tribunal do Júri e tem como assunto principal homicídio qualificado. O Ministério Público do Estado do Paraná é responsável pela acusação.
Crime aconteceu de madrugada na Ronda
Os documentos judiciais trazem detalhes sobre quando e onde ocorreu o caso que será analisado pelos jurados. Segundo ofício expedido pela Vara do Tribunal do Júri, os fatos aconteceram em 7 de dezembro de 2021, por volta das 4 horas, na Rua República do Panamá, próximo ao número 893, no bairro Ronda, em Ponta Grossa.
O documento menciona expressamente a morte de Cristian Luiz Gonçalves Rosas de Oliveira. A documentação disponibilizada ao BnT Online, porém, não descreve a dinâmica completa do crime, a arma ou instrumento eventualmente utilizado nem apresenta a motivação atribuída ao homicídio. Por isso, esses pontos não podem ser afirmados com base nos documentos analisados.
Julgamento será presencial
A Justiça confirmou que a sessão será realizada nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, às 8h30, na modalidade presencial. O documento judicial também relaciona o julgamento ao Inquérito nº 234576/2021. O júri ocorrerá no Fórum da Justiça Estadual, localizado na Rua Doutor Leopoldo Guimarães da Cunha, 590, no bairro Oficinas, em Ponta Grossa.
Na pauta de julgamentos do mês de setembro, Rafael Christian Nusda aparece como réu na sessão do dia 17, sob a presidência do juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt.
Policiais foram requisitados como testemunhas
Entre as providências tomadas pela Justiça para o julgamento está a requisição de dois servidores da Polícia Civil do Paraná para participarem da sessão na condição de testemunhas. Foram requisitados Matheus Candéo Iurk e Nickson Claiter da Silva. O ofício foi encaminhado ao delegado-chefe da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa.
O documento explica que as testemunhas poderiam prestar depoimento durante a sessão e registra as consequências previstas na legislação em caso de ausência injustificada após regular intimação.
Justiça pediu todos os boletins envolvendo a vítima
A preparação para o júri também envolveu uma determinação direcionada tanto à 13ª SDP de Ponta Grossa quanto ao 1º Batalhão da Polícia Militar. Em ofício assinado em agosto, o Judiciário determinou que fossem encaminhadas cópias de todos os boletins de ocorrência registrados em que Cristian Luiz Gonçalves Rosas de Oliveira aparecesse como parte.
A solicitação não ficou restrita a registros ativos. A ordem determinava que a consulta também abrangesse ocorrências arquivadas, encerradas ou em andamento existentes nos sistemas das corporações policiais. O ofício estabeleceu prazo de 15 dias para o encaminhamento dessas informações à Justiça.
Outro detalhe registrado no documento é que, naquele momento, o processo constava como “processo com réu preso: não”.
Instituto de Criminalística também foi acionado
A Justiça ainda encaminhou uma solicitação específica ao Instituto de Criminalística do Paraná, em Ponta Grossa, buscando informações sobre eventual perícia realizada no local do homicídio. O instituto foi questionado sobre a existência de exame pericial de local relacionado aos fatos ocorridos na madrugada de 7 de dezembro de 2021, na Rua República do Panamá.
Caso o trabalho pericial tivesse sido realizado, a Justiça solicitou o envio de cópia do laudo, ou, alternativamente, a indicação do número do laudo e do setor responsável por sua elaboração. O pedido também estabeleceu prazo de 15 dias. Os documentos analisados pelo BnT não apresentam, contudo, o conteúdo de eventual laudo pericial, apenas a solicitação feita pelo Judiciário.
Ministério Público apresentou documentos às vésperas do júri
Uma movimentação recente do processo aconteceu em 11 de setembro de 2026, seis dias antes da data marcada para a sessão. Na ocasião, o juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt deferiu a juntada de documentos apresentados pelo Ministério Público, considerando a apresentação tempestiva, com referência ao artigo 479 do Código de Processo Penal.
A decisão também determinou que a parte adversa fosse cientificada sobre os documentos apresentados. O despacho identifica formalmente Cristian Luiz Gonçalves Rosas de Oliveira como vítima e Rafael Christian Nusda como réu.
Jurados decidirão o caso
Durante o Tribunal do Júri, acusação e defesa poderão apresentar suas teses perante o Conselho de Sentença. Caberá aos jurados analisar os elementos apresentados no processo e decidir sobre a acusação submetida a julgamento. Rafael Christian Nusda chega à sessão na condição de réu, e não de condenado pelo caso. A responsabilidade penal será definida conforme o julgamento e eventuais decisões posteriores.
A sessão começa às 8h30 desta quinta-feira (17) no Fórum de Ponta Grossa. O BnT Online acompanha o caso e trará a atualização do julgamento e o resultado da decisão dos jurados.
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