Inflação recua e mercado reduz projeção do IPCA para 2025
Boletim Focus aponta expectativa de inflação em 4,46% neste ano, menor que a previsão anterior. Selic deve se manter alta até 2026.

A inflação oficial do país apresentou recuo significativo em outubro, levando o mercado financeiro a revisar para baixo a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central, a projeção caiu de 4,55% para 4,46%, retornando ao intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Meta de inflação: dentro do limite, mas ainda longe do centro
A meta de inflação para 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, variando entre 1,5% e 4,5%. Com a nova estimativa, o IPCA volta a ficar dentro do teto da meta, após meses de desaceleração gradual da inflação.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA de outubro registrou alta de apenas 0,09%, o menor avanço para o mês desde 1998. Em setembro, a inflação havia sido de 0,48%. A principal responsável pela desaceleração foi a redução nas tarifas de energia elétrica.
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Acumulado em 12 meses ainda supera o teto
Apesar da melhora nos indicadores mensais, a inflação acumulada em 12 meses ainda está em 4,68%, levemente acima do teto da meta. É a primeira vez, em oito meses, que o índice fica abaixo de 5%.
As projeções futuras apontam que o IPCA deve seguir em trajetória de queda: 4,2% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.
Selic deve seguir elevada
Mesmo com a inflação em queda, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano pela terceira reunião consecutiva. O Banco Central justifica a decisão pelo cenário externo incerto, especialmente em relação à política econômica dos Estados Unidos, e pela inflação doméstica ainda acima da meta.
A expectativa do mercado é de que a Selic permaneça em 15% até o fim de 2025. A partir de 2026, os juros devem começar a ceder: 12,25% no fim daquele ano, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
Entenda: Juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, ajudando a controlar a inflação. Por outro lado, dificultam a retomada do crescimento econômico.
PIB estável e dólar em alta
No campo do crescimento econômico, o Boletim Focus manteve a projeção de alta de 2,16% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Para os anos seguintes, a expectativa é de crescimento moderado: 1,78% em 2026, 1,88% em 2027 e 2% em 2028.
Já a cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,40, subindo para R$ 5,50 até o fim de 2026, segundo o mercado.
*Com informações da Agência Brasil























