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Líder dos caminhoneiros nega greve por Bolsonaro

Enquanto isso, líderes caminhoneiros discutem outra pauta de possível mobilização: as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

caminhoneiro
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Wallace Landim, conhecido nacionalmente como Chorão e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), desmentiu os boatos sobre uma possível paralisação de caminhoneiros em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em meio às especulações que surgiram após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Bolsonaro de conceder entrevistas.

Chorão foi enfático ao afirmar que a categoria não será usada como instrumento político. “Eu não vou deixar usarem a categoria como massa de manobra”, declarou, destacando a importância de manter a integridade e a autonomia dos caminhoneiros, independentemente de pressões partidárias ou ideológicas.

No Congresso Nacional, parlamentares da oposição criaram uma Comissão Temporária de Mobilização Externa com o objetivo de demonstrar apoio ao ex-presidente. A comissão é liderada pelos deputados Zé Trovão e Rodolfo Nogueira, ambos com histórico de atuação junto ao setor de transportes e ao agronegócio. O movimento político intensificou rumores sobre uma possível mobilização nacional de caminhoneiros.

Durante entrevista na última segunda-feira (21), o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, não descartou a possibilidade de paralisações em apoio a Bolsonaro. Segundo ele, esse movimento poderia ganhar força com o respaldo de parlamentares oposicionistas. No entanto, até o momento, nenhuma entidade oficial da categoria emitiu convocação formal nesse sentido.

Enquanto isso, líderes caminhoneiros discutem outra pauta de possível mobilização: as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, tema herdado do governo de Donald Trump. Neste caso, a mobilização teria caráter econômico, não político. Chorão, embora pessoalmente contrário às tarifas, reforçou a separação entre opinião pessoal e papel institucional. “Como brasileiro, eu estaria nas ruas, mas como líder da categoria, não posso tomar uma decisão política”, disse.

A postura do presidente da Abrava sinaliza um esforço para manter o setor focado em suas demandas próprias, evitando que interesses externos desvirtuem as pautas legítimas dos trabalhadores do transporte rodoviário.

Leia também Bolsonaro pode ser preso por violar medidas do STF

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