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Lotus corta 40% de empregos no Reino Unido após tarifas de Trump

A Lotus, fabricante de veículos de luxo controlada por investidores chineses, anunciou demissões de 550 trabalhadores no Reino Unido, representando mais de 40% da força de trabalho local. A medida é uma resposta às tarifas impostas por Donald Trump e à rápida transformação do setor automotivo global.

Lotus corta 40% empregos no Reino Unido após tarifas Trump
Crédito: g1.globo.com
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A montadora de automóveis de luxo Lotus, controlada majoritariamente pela gigante chinesa Geely, anunciou nesta quinta-feira (28) a eliminação de até 550 postos de trabalho no Reino Unido, o que equivale a mais de 40% dos 1,3 mil funcionários da empresa no país. A decisão é atribuída à reestruturação necessária para enfrentar as mudanças aceleradas nas políticas globais, incluindo as tarifas comerciais implementadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afetaram significativamente o setor automotivo.

Resumo em tópicos

  • A Lotus anunciou nesta quinta-feira (28) que pretende cortar até 550 empregos no Reino Unido
  • A montadora pertence majoritariamente à gigante chinesa do setor automotivo Geely
  • A fabricante de carros de luxo Lotus é controlada por investidores chineses
  • A sede da montadora fica em Hethel, no leste da Inglaterra
  • A montadora tem vários locais de produção no Reino Unido

Contexto da reestruturação na Lotus

A Lotus destacou que a reestruturação é essencial para assegurar um futuro sustentável, citando o rápido processo de transformação da indústria automotiva e as alterações nas políticas internacionais. As montadoras estão entre as empresas mais impactadas pela ofensiva tarifária de Trump, que visava levar a produção de veículos de volta aos Estados Unidos. Essa iniciativa resultou em aumentos nas taxas sobre importações, criando um ambiente desafiador para fabricantes com operações no exterior.

Impacto das tarifas de Trump no comércio global

Em maio, Reino Unido e Estados Unidos fecharam um acordo comercial que reduziu a tarifa sobre os primeiros 100 mil veículos britânicos exportados por ano de 27,5% para 10%. No entanto, essa taxa permanece mais alta do que os níveis anteriores ao pacote de tarifas anunciado por Trump em abril. Apesar disso, as exportações de veículos britânicos para os EUA voltaram a crescer em julho, após meses de queda, com o acordo entrando em vigor em 30 de junho. Dados do setor, divulgados também nesta quinta-feira, indicam uma recuperação inicial, mas insuficiente para evitar cortes profundos como os realizados pela Lotus.

Estrutura operacional da Lotus

A Lotus possui vários locais de produção no Reino Unido, com sede em Hethel, no leste da Inglaterra, e outra fábrica em Wuhan, na China. Essa presença global, sob controle de investidores chineses, a torna vulnerável a flutuações nas políticas comerciais internacionais. A empresa pertence majoritariamente à Geely, uma das maiores players do setor automotivo chinês, o que influencia suas estratégias em resposta a eventos como as tarifas americanas.

Perspectivas e dúvidas frequentes

Por que a Lotus está demitindo tantos funcionários? A demissão de 550 trabalhadores é uma medida para adaptar-se às tarifas de Trump e à transformação da indústria, visando sustentabilidade a longo prazo. Como as tarifas afetam as exportações? O acordo comercial reduziu as taxas, mas não revert completamente os aumentos, impactando a competitividade. O que isso significa para o futuro da Lotus? A reestruturação busca garantir viabilidade, mas a fonte não detalhou planos específicos além do anúncio.

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Boca no Trombone
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