Lula oscila para baixo e vê Flávio encostar no segundo turno, aponta Quaest
Presidente passou de 43% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 40% para 41%; variações estão dentro da margem de erro

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou numericamente para baixo, mas continua à frente em todos os cenários de segundo turno testados. Contra Flávio Bolsonaro (PL), porém, a vantagem caiu de três para apenas um ponto percentual.
Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 41%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar representam 13%, enquanto 4% permanecem indecisos.
Afinal, Lula caiu ou subiu?
Na comparação com a pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 14 de agosto, Lula passou de 43% para 42% no confronto com Flávio Bolsonaro — uma oscilação negativa de um ponto. Flávio fez o movimento inverso, passando de 40% para 41%.
Portanto, numericamente, Lula recuou e Flávio avançou. Estatisticamente, entretanto, não é possível afirmar que houve uma mudança consolidada, já que as duas oscilações ocorreram dentro da margem de erro.
O movimento mais importante está na redução da distância entre os candidatos. A vantagem de Lula, que era de três pontos, caiu para apenas um ponto. Assim, a disputa direta entre o petista e o candidato do PL ficou ainda mais apertada. Na rodada anterior, Lula tinha 43% e Flávio, 40%.
Lula também oscila nos demais confrontos
A tendência de pequena oscilação negativa de Lula aparece em todas as simulações que podem ser comparadas com a pesquisa anterior.
Contra Renan Santos (Missão), o presidente passou de 44% para 43%, enquanto Renan permaneceu com 36%. A vantagem diminuiu de oito para sete pontos.
No confronto com Romeu Zema (Novo), Lula foi de 45% para 44%. Zema também oscilou para baixo, de 34% para 33%, mantendo a distância de 11 pontos.
Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula passou de 44% para 42%, enquanto o adversário permaneceu com 37%. Nesse cenário, a vantagem do presidente caiu de sete para cinco pontos.
A Quaest também testou pela primeira vez um eventual segundo turno entre Lula e Augusto Cury (Avante). O petista aparece com 40%, contra 34% do escritor. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 21%, o maior percentual entre os confrontos apresentados. Outros 5% estão indecisos. Confira os resultados atuais da Quaest.
Cury é a principal novidade no primeiro turno
No primeiro turno, Lula também oscilou negativamente, passando de 38% para 37%. Flávio Bolsonaro caiu numericamente de 31% para 29%. Com isso, apesar do recuo de Lula, a vantagem do presidente aumentou de sete para oito pontos.
A principal mudança foi o crescimento de Augusto Cury, que saltou de 2% para 10%. A alta de oito pontos coloca o candidato do Avante em terceiro lugar e modifica a disputa pelo eleitorado que busca uma alternativa à polarização.
Os dados, entretanto, não permitem afirmar de quais candidatos vieram os novos eleitores de Cury. A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores em todo o Brasil entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
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