Massagista de 77 anos é indiciado após usar ‘entidades espirituais’ para abusar de cliente em PG
Suspeito enganou a vítima de 49 anos alegando realizar um tratamento para dores na lombar associado a influências místicas; caso foi investigado pela Delegacia da Mulher.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por intermédio da Delegacia da Mulher, concluiu as investigações e indiciou formalmente um homem de 77 anos pelo crime de violação sexual mediante fraude. O crime ocorreu no início de julho deste ano, no bairro Contorno, município de Ponta Grossa.
A vítima, uma mulher de 49 anos, havia contratado os serviços do suspeito buscando alívio para problemas físicos. De acordo com as informações divulgadas pela PCPR, o suposto massagista realizava os atendimentos em um cômodo de sua própria residência.
A Fraude e os Abusos
As investigações revelaram detalhes perturbadores sobre a conduta do idoso, que se aproveitou da confiança depositada nele como profissional. Durante a sessão de massagem para tratar dores na lombar da paciente, o suspeito aliou o pretexto do tratamento físico a uma falsa alegação mística.
Ele afirmou estar sob a influência e incorporação de “entidades espirituais” para enganar a mulher. Utilizando essa fraude para manipular a situação, o indiciado induziu a vítima a retirar peças de roupa e, logo em seguida, passou a cometer atos libidinosos, tocando-a intimamente nas regiões intimas.
Indiciamento e Próximos Passos Legais
Para a Polícia Civil, os elementos informativos colhidos durante a apuração deixaram claro que o investigado se valeu de sua profissão e da vulnerabilidade da vítima durante o atendimento para praticar os abusos.
Diante das provas, a delegacia especializada procedeu com o indiciamento do massagista com base no artigo 215 do Código Penal Brasileiro, que tipifica o crime de violação sexual mediante fraude — caracterizado por ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça a livre manifestação de vontade da vítima.
Com a finalização de todas as diligências policiais, o inquérito foi oficialmente remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que agora ficarão responsáveis pelas próximas etapas do processo penal e eventual condenação.
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