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Economia

Mercado preditivo no Brasil terá restrições a partir de maio; apostas em esportes e política serão proibidas

Mudanças no mercado preditivo no Brasil proíbem apostas em esportes e política a partir de maio. Entenda o que muda.

Mercado preditivo no Brasil terá restrições a partir de maio; apostas em esportes e política serão proibidas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O mercado preditivo no Brasil passará por uma mudança regulatória importante a partir do dia 4 de maio. A decisão, tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), proíbe contratos baseados em eventos como resultados esportivos, eleições e programas de entretenimento.

A medida, formalizada pela Resolução nº 5.298, busca fechar brechas regulatórias e estabelecer limites claros entre investimentos financeiros e apostas.

O que muda na prática

Com a nova regra, deixam de ser permitidos contratos que envolvam:

  • Resultados de jogos esportivos
  • Eleições e temas políticos
  • Reality shows e programas de entretenimento
  • Eventos culturais e sociais

A restrição também atinge plataformas estrangeiras que operam no país, o que pode reduzir o acesso de brasileiros a esse tipo de operação.

O que continua liberado

Por outro lado, seguem autorizados contratos ligados a indicadores econômicos, como:

  • Taxa de juros
  • Inflação
  • Câmbio
  • Preço de commodities, como petróleo

Esses ativos continuam sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mantendo sua classificação como instrumentos financeiros.

Entenda o mercado preditivo

O mercado preditivo funciona como uma negociação baseada em eventos futuros. Usuários compram e vendem contratos com base na probabilidade de um fato acontecer. Se o evento ocorre, há lucro; caso contrário, prejuízo.

Diferente das apostas tradicionais, não há uma “casa” definindo regras — os próprios participantes negociam entre si. Por isso, esses contratos são considerados derivativos.

Por que o governo decidiu intervir

A avaliação do governo é que contratos sobre eventos não financeiros se aproximam mais de jogos de azar do que de investimentos. Assim, deveriam seguir as mesmas exigências das chamadas “bets”, como licenciamento e regras de proteção ao usuário.

Sem essa regulamentação, o setor vinha operando em uma zona cinzenta, criando concorrência desigual com empresas de apostas legalizadas.

Impactos para o setor e usuários

A decisão reduz significativamente o espaço de atuação de plataformas que operavam com previsões diversas. Para o usuário comum, especialmente no interior e regiões como Campos Gerais, o impacto será a limitação de acesso a esse tipo de operação.

Por outro lado, a medida busca reduzir riscos financeiros, conter práticas especulativas e trazer mais segurança ao mercado digital brasileiro.

A partir de maio, caberá à CVM detalhar as regras e fiscalizar o cumprimento da nova legislação.

*Com informações: Agência Brasil 

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Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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