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Países de fácil acesso para brasileiros: destinos com menos burocracia

Brasileiros encontram caminhos menos burocráticos para morar fora, como acordos na América do Sul, vistos de nômade digital e cidadania por descendência europeia. A Espanha se destaca por conceder cidadania após dois anos de residência legal.

Países fáceis para brasileiros: destinos menos burocráticos
Crédito: O GLOBO
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Brasileiros que planejam morar fora encontram caminhos com menos burocracia em diferentes regiões, conforme levantamento do Guia do GLOBO. A pesquisa, que integra o Guia Viver pelo Mundo, reúne informações sobre 36 países, incluindo salários, vistos, segurança e custo de vida. Entre os destinos analisados, alguns se destacam por exigir menos etapas e documentos, o que pode facilitar a mudança para quem deseja deixar o Brasil.

O que o guia analisa

O Guia Viver pelo Mundo, produzido pelo GLOBO, compila dados sobre 36 países para quem quer morar fora. A publicação oferece uma visão comparativa de aspectos essenciais, como remuneração média, requisitos de visto, condições de segurança e despesas mensais. Essas informações permitem ao leitor avaliar qual destino se encaixa melhor no seu perfil e orçamento.

América do Sul: porta de entrada

O caminho mais direto está na própria América do Sul, conforme destaca o guia. A proximidade geográfica é um fator adicional que facilita a adaptação.

  • Uruguai: concede residência permanente de forma mais direta, sem a exigência de uma fase temporária prolongada.
  • Chile e Equador: o processo começa por uma residência temporária de dois anos, que depois se converte em permanente.

Em todos esses países, a nacionalidade brasileira, por si só, já abre a porta para o início do processo migratório. Isso coloca a região como uma das opções mais acessíveis para quem busca uma mudança sem grandes obstáculos.

Herança europeia abre atalho

A ascendência europeia pode ser uma chave importante para quem busca cidadania. Para quem tem antepassados europeus, a ascendência é um atalho poderoso, capaz de levar direto à cidadania sem a necessidade de visto.

  • Croácia: reconhece descendentes de emigrantes sem limite de gerações e sem teste de idioma, desde que o antepassado tenha deixado o território antes de 1991.
  • Lituânia: também permite que descendentes recuperem a nacionalidade, ampliando as possibilidades para brasileiros com raízes europeias.

Com um passaporte europeu na mão, o brasileiro passa a circular e morar em toda a União Europeia sem burocracia de visto, o que representa uma vantagem significativa.

Vistos de nômade digital

Fora da América do Sul, alguns países criaram vias que eliminam a etapa de conseguir um emprego antes de viajar. Os vistos de nômade digital são o melhor exemplo dessa flexibilização.

Espanha, Croácia, Grécia, Estônia, Portugal e outros destinos permitem que o brasileiro se mude comprovando apenas renda de trabalho remoto para empresas de fora, sem precisar de um empregador local. Essa modalidade atende especialmente a profissionais que trabalham pela internet e buscam se estabelecer no exterior com menos amarras burocráticas.

Espanha: cidadania em dois anos

A Espanha concede cidadania a brasileiros após apenas dois anos de residência legal, graças ao convênio ibero-americano. Esse prazo é bastante inferior aos 10 anos exigidos da maioria dos estrangeiros, o que torna o país uma das vias mais rápidas para obter um passaporte europeu.

A regra especial se aplica a cidadãos de países ibero-americanos, entre eles o Brasil, reduzindo drasticamente o tempo de espera. Esse benefício torna a Espanha uma opção atrativa para brasileiros que planejam viver na Europa.

Países com processos seletivos

Nem todos os destinos apresentam processos simplificados. Por outro lado, países como Dinamarca, Suíça e Noruega adotam políticas seletivas, centradas em trabalho altamente qualificado, com pisos salariais altos e cotas. Estados Unidos e Reino Unido também têm processos longos e concorridos, o que pode dificultar a entrada de imigrantes sem perfil específico. Em contraste com os destinos mencionados anteriormente, essas nações exigem mais requisitos e prazos maiores.

Para quem busca alternativas com menos entraves, as opções apresentadas no Guia Viver pelo Mundo indicam caminhos possíveis em diferentes continentes. O levantamento completo pode ser consultado para mais detalhes sobre vistos, custo de vida e segurança em cada um dos 36 países analisados. Continue acompanhando o Boca no Trombone para mais informações sobre morar fora e outros temas de interesse. Acompanhe o portal para outras matérias sobre imigração e qualidade de vida no exterior.

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Redação BnT
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Redação BnT
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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