A paralisação dos servidores em Ponta Grossa mobilizou trabalhadores municipais na manhã desta quarta-feira (8), em frente ao Paço Municipal, em um movimento organizado pelo SindServ PG dentro das discussões da data-base de 2026.
A mobilização ocorre após mais de 40 dias desde o protocolo da proposta da categoria, apresentada ainda em fevereiro. Segundo o sindicato, o ato busca dar visibilidade às reivindicações e reforçar a necessidade de avanço nas negociações com o Executivo.
Reivindicações da categoria
Entre os principais pontos defendidos pelos servidores estão a reposição da inflação, aumento real de 15% nos salários e reajuste de 50% no vale-refeição. A pauta também inclui melhorias nas condições de trabalho e revisão dos planos de cargos.
De acordo com o presidente do sindicato, Luiz Eduardo Pleis, o movimento foi definido em assembleia e pode evoluir nos próximos dias, dependendo do andamento das negociações.
“Se não tivermos retorno até quarta-feira que vem, vamos convocar uma Assembleia Geral para decidir sobre a entrada em estado de greve”, afirmou o presidente DO SINDSERV.
Adesão e mobilização
Durante a paralisação, os servidores seguiram orientações quanto ao registro de ponto e cumprimento proporcional da jornada. A adesão foi considerada positiva pela entidade, com participação de diferentes setores do funcionalismo.
A mobilização ocorreu de forma organizada e concentrou trabalhadores na região central da cidade, chamando a atenção para as pautas da categoria.
Posicionamento da Prefeitura
Em entrevista ao BNT News, a Prefeitura de Ponta Grossa destacou que acompanha as discussões da data-base e reforçou os desafios do cenário econômico atual.
Durante entrevista, o secretário da Fazenda, Cláudio Grokoviski, buscou tranquilizar a categoria ao afirmar que o município cumprirá rigorosamente o que determina a lei, garantindo a reposição do índice inflacionário (IPCA acumulado).
No entanto, ele ponderou que aumentos reais de 10% ou 15% não condizem com a realidade econômica nacional.
O secretário também destacou que mais de 5.500 servidores, o que representa mais da metade do quadro efetivo, já tiveram suas situações resolvidas em janeiro devido aos pisos nacionais e legislações específicas, como no caso de professores, condutores e técnicos administrativos.
Além disso, Grokoviski reforçou que o índice oficial necessário para o cálculo do reajuste de maio ainda será divulgado pelo IBGE, com previsão entre os dias 7 e 10 deste mês.
Próximos passos
A paralisação dos servidores em Ponta Grossa integra o calendário de mobilizações da categoria. Novas ações podem ser avaliadas nos próximos dias, conforme o avanço das negociações.
A expectativa segue voltada para o diálogo entre servidores e Executivo, com o objetivo de definir os encaminhamentos da data-base.
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