No Mês das Mães, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. As doses foram aplicadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a oferecer a vacina em todo o país. A imunização protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior. No Paraná, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, foram aplicadas 62.524 doses da vacina em gestantes, o equivalente a cerca de 93% de cobertura vacinal no estado.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o país voltou a avançar nos índices de vacinação e ampliou a proteção da população com a incorporação de novas vacinas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ele afirmou que o SUS seguirá sendo fortalecido para garantir mais acesso à imunização em todo o país.
Se inscreva no nosso canal do YouTube e acompanhe nossa programação diária
Os dados também apontam impacto nos indicadores de saúde infantil. Entre janeiro e abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos tiveram redução de 63%, passando de 72 para 27 mortes.
A vacina passou a integrar a rede pública em 2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Na rede privada, o imunizante pode custar até R$ 1,5 mil.
Confira as últimas notícias sobre Ponta Grossa (Clique aqui).
Ao todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A vacinação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país e busca ampliar a proteção antes do período de maior circulação do vírus, geralmente entre abril e maio.
O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Estudos clínicos apontam eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.
Estratégia inclui vacina e anticorpo monoclonal
Além da vacinação de gestantes, o Ministério da Saúde também disponibiliza o nirsevimabe, um imunobiológico indicado para recém-nascidos prematuros — de até 36 semanas e 6 dias de gestação — e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.
Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que começa a agir logo após a aplicação. A medida complementa as ações do SUS para prevenção de casos graves de bronquiolite em bebês.
Administrado em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e está disponível prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE).