Paraná reduz feminicídios em 20% e alcança menor taxa de mortes violentas da história

Mais Lidas

- Publicidade -

O Paraná registrou uma queda de 20,2% nos casos de feminicídio em 2025, segundo o relatório do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado contabilizou 87 vítimas, contra 109 em 2024, atingindo uma taxa de 0,73 caso por 100 mil habitantes, uma das menores do país — ao lado de São Paulo, Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte.

O recuo nos feminicídios contribuiu diretamente para a redução geral das mortes violentas no Paraná, que caiu 24% em 2025. Foram 1.343 ocorrências, frente às 1.770 registradas em 2024, resultado que coloca o estado com a segunda maior queda do Brasil, ao lado do Rio Grande do Sul e atrás apenas do Mato Grosso do Sul (-28%). A taxa de 11,29 mortes violentas por 100 mil habitantes é a menor da história paranaense.

Entre os fatores apontados pelo governo para esse cenário está a ampliação do programa Mulher Segura, que reforça ações de prevenção, conscientização e redução de riscos dentro das comunidades. O programa inclui palestras educativas e as visitas das equipes da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar, que realizam acompanhamento direto de mulheres com medidas protetivas.

Outra ferramenta que tem se destacado é o projeto de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES), um sistema pioneiro utilizado pelo Judiciário estadual que acompanha em tempo real a localização da vítima e do agressor. Quando há risco iminente ou violação da medida protetiva, as forças de segurança são acionadas imediatamente para preservar a integridade da mulher e efetuar a prisão do autor.

- Publicidade -

A Polícia Científica também tem avançado na elucidação de crimes por meio de sistemas balísticos modernos, que identificam conexões entre diferentes ocorrências envolvendo a mesma arma, agilizando investigações e aumentando as chances de responsabilização.

Além disso, a Secretaria da Segurança Pública desenvolve uma tecnologia inédita no país: o Algoritmo de Revitimização de Violência Doméstica, ferramenta de inteligência artificial que analisa dados de boletins de ocorrência registrados entre 2010 e 2023. O sistema cruzará mais de 15 milhões de informações, incluindo dados do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), para prever o risco de novas agressões e orientar ações preventivas das forças policiais.

O monitoramento das cidades também avança com o programa Olho Vivo, que já instalou quase 500 câmeras inteligentes e começa a se expandir para o interior do estado.

No campo social, a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) atua tanto na prevenção quanto no acolhimento. As ações envolvem campanhas educativas, articulação com os municípios, orientação a instituições e promoção do Selo ABNT Práticas Antiviolência contra as Mulher.

Leia também TSE abre consulta pública e propõe mudanças para as Eleições 2026

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

COMENTE SOBRE ESSA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!

- Publicidade -

Últimas Notícias

WhatsApp Entre em nosso
Grupo de Whatsapp

Quer receber as Newsletter BnT?

Cadastre-se e receba um e-mail exclusivo com as principais notícias do Portal Boca no Trombone.

    - Publicidade -
    📢🧵Casa do Artesão oferece oficinas gratuitas e cursos de renda extra. 📢🐰Produtos de Páscoa já estão à venda na Casa do Artesão. 📢🎭Tibagi prepara quatro noites de Carnaval com atrações locais e nacionais. 📢💲Deputado destaca parceria com o Estado e R$ 500 mi para a região. 📢🚘Setor automotivo cresce, mas segue com falta de mão de obra qualificada 📢🩺Solumedi facilita agendamento de consultas em Ponta Grossa.