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A Polícia Civil de Ponta Grossa, cumpriu na manhã de quinta feira (23) um mandado de prisão preventiva contra uma mulher de 37 anos. Ela é investigada por uma série de crimes, incluindo estelionato, apropriação indébita e exercício irregular da profissão, cometidos no mercado imobiliário da região.

As investigações revelaram que o único intuito da suspeita era angariar capital das vítimas, escondendo-se sob uma falsa fachada de imobiliária. Até o momento, a PCPR já contabiliza dez vítimas do esquema fraudulento, que atingia tanto os legítimos proprietários dos imóveis quanto os inquilinos.

Modus Operandi e Falsidade Profissional

A sistemática criminosa consistia em enganar as partes envolvidas nos contratos de locação. Sem o conhecimento ou consentimento dos proprietários, a mulher procurava os inquilinos oferecendo propostas atrativas e descontos vultosos para o pagamento antecipado de aluguéis e valores de caução. O dinheiro depositado pelos locatários ia diretamente para a conta da empresa de fachada da investigada, que se apropriava dos valores e deixava de repassá-los aos donos dos imóveis.

Para dar aparência de legalidade aos seus atos e transmitir confiança às vítimas, a suspeita atuava de forma clandestina: como não possuía registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), ela utilizava fraudulentamente o número de CRECI de outra pessoa em suas negociações.

Prisão Preventiva

Com o avanço das apurações e a comprovação da materialidade dos crimes, o Delegado de Polícia Gabriel Munhoz, responsável pelo caso, representou pela decretação da prisão preventiva da investigada, visando garantir a ordem pública e econômica, além de frear a continuidade delitiva, já que de acordo com informações a mulher continuava buscando novas vítimas de portas fechadas.

O pedido de prisão foi deferido pelo Poder Judiciário da Comarca de Ponta Grossa e a medida cautelar foi cumprida pelos agentes do Setor Operacional.

Alerta e Orientação para Novas Vítimas

A Polícia Civil do Paraná orienta a população local que, caso novas vítimas reconheçam a história e o modus operandi aqui descritos, e porventura tenham sido lesadas em negociações imobiliárias semelhantes, compareçam à sede da 13ª SDP em Ponta Grossa. A identificação de novas vítimas é fundamental para o registro do boletim de ocorrência e para a completa responsabilização da investigada por todos os crimes praticados.

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