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PCC usa metanol em combustíveis: riscos para carros no Brasil

O PCC foi descoberto em um esquema de adulteração de combustíveis com metanol, aproveitando seu baixo custo e difícil detecção. O uso excessivo causa danos graves a veículos e riscos à saúde, com a ANP permitindo apenas 0,5% na mistura.

PCC usa metanol em combustíveis: riscos para carros no Brasil
Crédito: g1.globo.com
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Em uma megaoperação realizada nesta segunda-feira (28), autoridades descobriram o envolvimento da facção criminosa PCC na adulteração de combustíveis no Brasil, utilizando metanol para misturar na gasolina e etanol. O esquema complexo de importação da substância visava reduzir custos, mas traz sérios riscos para automóveis e saúde pública, conforme investigações recentes.

Resumo em tópicos

  • A megaoperação desta segunda-feira (28) descobriu o grau de envolvimento da facção criminosa PCC na adulteração de combustíveis
  • O PCC tinha um complexo esquema de importação de metanol para misturar na composição de gasolina e etanol
  • A dissolução do metanol nos combustíveis é de difícil detecção
  • O metanol não separa totalmente do combustível nos testes
  • A água separa totalmente do combustível nos testes

Como o PCC operava o esquema de adulteração

O PCC tinha um complexo esquema de importação de metanol para misturar na composição de gasolina e etanol, aproveitando a dificuldade de detecção da dissolução nos combustíveis. A principal razão para a adulteração com metanol é o baixo custo, já que ele é mais barato de fabricar como subproduto do gás natural, uma matéria-prima abundante, e possui uma carga de impostos significativamente menor em comparação com os combustíveis automotivos.

Os desafios na detecção e regulamentação

A dissolução do metanol nos combustíveis é de difícil detecção, pois ele não separa totalmente do combustível nos testes, ao contrário da água, que se separa completamente. A ANP permite um limite máximo de 0,5% de metanol na mistura, porque ele pode ser um subproduto do processo de produção do etanol, mas não deve ser adicionado intencionalmente. No entanto, a investigação mostra que o percentual de metanol chegava a até 90% em alguns postos, ultrapassando largamente o permitido.

Diferenças entre metanol e etanol

A principal distinção entre metanol e etanol reside na matéria-prima e no processo de produção, com o metanol sendo derivado do gás natural e o etanol de fontes como cana-de-açúcar. A quantidade de energia é uma das grandes diferenças entre o metanol e o etanol, com o metanol tendo alta capacidade de combustão, o que pode enganar consumidores sobre a qualidade do produto.

Riscos para veículos e saúde humana

O metanol em excesso pode causar danos graves ao veículo, afetando componentes do motor e reduzindo a eficiência do combustível. Além disso, pode causar riscos à saúde humana, como intoxicações e problemas respiratórios, exigindo cuidado ao abastecer. É importante lembrar que, embora o metanol já tenha tido seu lugar como combustível no setor automotivo em contextos controlados, seu uso adulterado é perigoso e ilegal.

Dúvidas Frequentes

Por que o metanol é usado na adulteração? Devido ao baixo custo, facilidade de dissolução e impostos reduzidos.

Quais são os sinais de combustível adulterado? A fonte não detalhou, mas danos no motor e baixo desempenho podem indicar problemas.

Como a ANP controla o metanol? Permite até 0,5% na mistura, mas proíbe adição intencional.

O metanol é sempre prejudicial? Em quantidades mínimas, pode ser subproduto natural, mas em excesso causa danos.

Fonte

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Adriana Oliveira Alves
Autoria
Adriana Oliveira Alves
Enfermeira formada em 2011, pós graduada em estética avançada, Coordenadora da equipe de enfermagem de Transplante Capilar e CEO da Clínica Avallon
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