O debate sobre o pedágio free flow no Paraná ganhará novo capítulo no próximo dia 24, às 17 horas, quando a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) promove uma audiência pública para discutir a implantação do sistema nas rodovias do estado, incluindo trechos que impactam diretamente motoristas de Ponta Grossa e dos Campos Gerais.
O modelo conhecido como “cancela livre” substitui as tradicionais praças de pedágio por pórticos eletrônicos que identificam automaticamente os veículos por meio de tags ou leitura de placas. Apesar da proposta de modernização e maior fluidez no tráfego, o sistema tem gerado questionamentos entre deputados estaduais e moradores de municípios cortados pelas rodovias concedidas.
A audiência pública, organizada pela Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação, tem como objetivo cobrar das concessionárias responsáveis explicações detalhadas sobre o funcionamento do pedágio eletrônico. Entre as principais dúvidas estão os critérios de fiscalização, os prazos de pagamento para quem não possui tag e a aplicação de multas em caso de inadimplência.
O presidente da comissão, deputado Ney Leprevost (União Brasil), afirma que a prioridade é garantir transparência. Segundo ele, embora a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) seja responsável pela fiscalização do sistema, a Assembleia não pode se omitir diante das preocupações apresentadas pela população.
Já o coordenador da Frente Parlamentar das Engenharias, deputado Fábio Oliveira (Podemos), reforça que o momento exige clareza absoluta nas regras de operação. Ele lembra que o Paraná enfrentou mais de duas décadas de contratos de pedágio marcados por críticas e desconfiança, e destaca que a sociedade espera um modelo mais transparente e eficiente.
Nos Campos Gerais, onde milhares de motoristas utilizam diariamente rodovias estratégicas para escoamento de produção agrícola e deslocamento urbano, o tema desperta atenção especial. Especialistas apontam que o sucesso do pedágio free flow no Paraná dependerá principalmente da ampla divulgação das regras e de mecanismos que evitem penalizações indevidas.
A audiência será aberta ao público e deve reunir representantes das concessionárias, autoridades e usuários das rodovias. A expectativa é que o encontro esclareça aspectos técnicos, ouça demandas da sociedade e discuta eventuais ajustes antes da consolidação definitiva do modelo.


















