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STM dá dez dias para Bolsonaro entregar defesa contra perda de patente
Agência Brasil

A possibilidade de Bolsonaro em prisão domiciliar ganhou força nesta segunda-feira (23), após a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir parecer favorável ao pedido da defesa do ex-presidente. A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que agora deve decidir sobre o caso.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou que a concessão do benefício por razões humanitárias é viável, desde que sejam adotadas medidas como o acompanhamento periódico do estado de saúde e a manutenção da segurança durante o cumprimento da pena.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 no Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia. O quadro clínico, segundo a equipe médica, apresentou evolução positiva, mas ainda exige cuidados hospitalares, o que motivou o pedido da defesa.

A solicitação ocorre após decisão anterior do STF, em 4 de março, que manteve a prisão do ex-presidente. Agora, com a nova condição de saúde, os advogados argumentam que a permanência em unidade prisional pode agravar o quadro.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, solicitou a análise da PGR e também determinou a avaliação de um relatório médico detalhado, que permanece sob sigilo.

Contexto jurídico e repercussão

A discussão sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro ocorre em meio a um cenário político sensível, já que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Especialistas apontam que decisões baseadas em questões humanitárias não são incomuns, mas exigem critérios rigorosos, especialmente em casos de grande repercussão nacional.

A expectativa agora gira em torno da decisão do STF, que deverá considerar tanto os aspectos legais quanto as condições clínicas apresentadas.

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