A Prefeitura de Ponta Grossa se manifestou oficialmente sobre o estado de greve decretado pelos servidores municipais e afirmou que, no entendimento da administração, não há fundamentos legais que justifiquem uma eventual paralisação dos serviços públicos. A posição foi divulgada após a assembleia da categoria, realizada na última quarta-feira (15), que aprovou o indicativo de greve em meio a impasses nas negociações salariais.
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Em nota, o Executivo municipal destacou que vem mantendo, nos últimos anos, uma política de responsabilidade fiscal aliada à valorização do funcionalismo. Segundo o comunicado, os salários estão sendo pagos em dia e não há registro de reajustes abaixo da inflação. A Prefeitura também ressaltou a conquista de quatro anos consecutivos com classificação Capag A, indicador que avalia a capacidade de pagamento dos entes públicos.
A gestão ainda pontuou que algumas categorias já receberam reajustes em janeiro, incluindo professores, condutores e técnicos administrativos, além da manutenção de benefícios como o vale-alimentação e a criação de planos de cargos e salários.
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Outro ponto levantado pela administração é o caráter do movimento. No documento, a Prefeitura afirma que manifestações sem respaldo legal e inseridas em um contexto político — especialmente em ano eleitoral — podem configurar mobilizações de natureza política. Apesar disso, o Executivo reforçou o respeito aos servidores e reconheceu a importância das categorias para o funcionamento da cidade.
“Reafirmamos nosso total respeito aos servidores públicos, mas destacamos que nenhum movimento político colocará em risco a boa gestão da Prefeitura”, diz trecho da nota oficial.
Confira a nota na íntegra aqui:
A atual gestão reforça que, nos últimos anos, tem atuado com responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo, mantendo salários em dia e assegurando equilíbrio nas contas públicas, com quatro anos consecutivos de aprovação e classificação Capag A, resultado de uma administração séria e comprometida com o futuro do município.
Ressalta-se que não há registro de atraso no pagamento de salários, tampouco de concessão de reajustes abaixo da inflação, conforme já comunicado ao Sindicato. Destaca-se, ainda, que algumas categorias já foram contempladas com reajustes no mês de janeiro, como professores, condutores e técnicos administrativos, além de benefícios como vale-alimentação e criação do plano de cargos e salários.
Diante desse cenário, não se verificam os pressupostos legais que justifiquem a paralisação. Soma-se a isso o fato de que manifestações dessa natureza, quando não respaldadas por fundamentos legais e amplamente divulgadas em contexto político, podem configurar movimento de caráter político, especialmente em ano eleitoral.
A Administração Municipal reafirma seu total respeito aos servidores públicos, reconhecendo a importância de cada categoria para o funcionamento da cidade. No entanto, destaca que nenhum movimento político colocará em risco a boa gestão da Prefeitura.
Prefeitura Municipal de Ponta Grossa
Estado de greve segue mantido
Do outro lado, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ) mantém o estado de greve aprovado por unanimidade em assembleia com cerca de 300 trabalhadores. A entidade afirma que não houve avanço nas negociações da data-base de 2026, especialmente em relação ao reajuste salarial e ao valor do vale-alimentação.
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Segundo o presidente do sindicato, Luiz Eduardo Pleis, a categoria aguarda um posicionamento da prefeita Elizabeth Schmidt até o dia 20 de abril. Caso não haja avanço nas tratativas, está previsto o início de uma greve geral a partir do dia 27.
Apesar da mobilização, os serviços públicos seguem funcionando normalmente. O sindicato ressalta que a decretação imediata de greve depende do cumprimento das exigências da Lei nº 7.783/1989, que estabelece prazos e regulamentos para paralisações, especialmente em serviços essenciais.
A entidade também reforça que o estado de greve tem caráter de pressão institucional, buscando a abertura de diálogo com o Executivo municipal.
Impasse segue sem definição
O cenário atual indica um impasse entre Prefeitura e servidores, com prazos definidos para possíveis novos desdobramentos nos próximos dias. Enquanto a administração sustenta que não há justificativa para paralisação, a categoria mantém o indicativo de greve condicionado a uma resposta do governo municipal.
A expectativa agora gira em torno das negociações até o dia 20 de abril, prazo considerado decisivo para evitar a paralisação dos serviços públicos no município.