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Prefeitura de Ponta Grossa reage à greve mantida por servidores mesmo após decisão judicial

Prefeitura de Ponta Grossa alerta para risco fiscal após servidores manterem greve mesmo com decisão da Justiça.

Prefeitura de Ponta Grossa reage à greve mantida por servidores mesmo após decisão judicial
Foto: Luisa Andrade
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A Prefeitura de Ponta Grossa se posicionou após a greve dos servidores ser mantida mesmo com decisão judicial que determinou a suspensão do movimento nesta segunda-feira (04)

A liminar foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) no domingo (03), apontando indícios de ilegalidade na paralisação e estabelecendo multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. Apesar disso, parte da categoria decidiu seguir com a mobilização.

Prefeitura reforça legalidade e impacto nas contas públicas

Em nota oficial, a Prefeitura de Ponta Grossa destacou que a decisão judicial confirma a preocupação da administração com a legalidade do movimento e os impactos financeiros das reivindicações.

Confira a nota 
A Prefeitura de Ponta Grossa se manifesta com preocupação diante da manutenção do movimento grevista, mesmo após decisão judicial que reconheceu a aparente ilegalidade da paralisação e determinou sua não realização.
A decisão é clara ao estabelecer que o sindicato deveria se abster de iniciar a greve a partir desta segunda-feira, além de proibir qualquer ação que impeça o acesso de servidores e da população às unidades públicas. O descumprimento da ordem judicial representa um desrespeito não apenas à Justiça, mas principalmente à população que depende dos serviços públicos.

Segundo o Executivo ainda, o pedido de reajuste salarial de 15% e aumento de 50% no auxílio-alimentação é incompatível com a realidade orçamentária do município. “A administração vem adotando medidas de valorização dos servidores, sempre respeitando os limites legais e orçamentários”, informou a Prefeitura.

Serviços públicos são prioridade

A Prefeitura de Ponta Grossa também afirmou que está mobilizada para garantir a continuidade dos serviços essenciais, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.

A decisão judicial, inclusive, determina que não haja qualquer impedimento ao acesso da população aos serviços ou ao trabalho de servidores que optarem por não aderir à greve.

Greve mantida amplia tensão

Mesmo com a decisão do TJPR, os servidores optaram por manter a paralisação, alegando que a proposta apresentada — reajuste de 5% e auxílio-alimentação de R$ 650 — não atende às necessidades da categoria.

O impasse aumenta a pressão sobre a Prefeitura de Ponta Grossa, que segue defendendo a necessidade de equilíbrio fiscal como prioridade.

Próximos passos e possível judicialização

O sindicato terá prazo de 15 dias para apresentar manifestação à Justiça. Enquanto isso, a Prefeitura não descarta novas medidas legais caso a decisão continue sendo descumprida.

A administração municipal afirma que permanece aberta ao diálogo, mas reforça que qualquer ação deve respeitar os limites da legislação fiscal vigente.

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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