Prisão de ex-PM mineiro reacende debate de parlamentares sobre penas do STF
A detenção de Marco Alexandre, condenado a 14 anos pelos atos de 8 de janeiro, gera novas críticas de parlamentares sobre o rigor das sentenças.

A recente prisão do ex-policial militar Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, em Uberlândia (MG), reabriu a discussão política sobre a proporcionalidade das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Após responder parte do processo em regime domiciliar com tornozeleira eletrônica, Marco Alexandre foi recolhido ao sistema prisional na última sexta-feira (17).
A transferência ocorreu devido ao trânsito em julgado de sua sentença, que determinou uma pena de 14 anos de reclusão. O ex-militar, que já havia se apresentado voluntariamente à Polícia Federal em 2023, viralizou em vídeos recentes demonstrando forte abalo emocional durante a abordagem policial em sua residência.
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O caso mobilizou parlamentares, especialmente de alas ligadas à direita, que questionam a “dosimetria” das penas.
O argumento central é que o Judiciário estaria aplicando punições severas de forma uniforme, sem distinguir com clareza os diferentes níveis de participação — separando quem efetivamente depredou o patrimônio público daqueles que apenas estavam presentes nos locais invadidos. Políticos locais defendem a revisão das sentenças ou a concessão de anistia para réus primários.
Por outro lado, o STF mantém o entendimento de que o rigor das penas é condizente com a gravidade da tentativa de golpe de Estado e os danos milionários causados às instituições democráticas.
As condenações para os executores dos atos têm seguido um padrão que ultrapassa uma década de prisão, consolidando a postura da Corte contra ofensivas às sedes dos Três Poderes.
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