Ratinho, Moro e Elizabeth manifestam solidariedade ao ex-presidente Bolsonaro
Lideranças paranaenses criticam decisão do STF e pedem equilíbrio entre os Poderes; Alexandre de Moraes determinou tornozeleira eletrônica e restrição de visitas

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), o senador Sergio Moro (União Brasil) e a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (PSD), se manifestaram publicamente nesta segunda-feira (4) em solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua prisão domiciliar.
Ratinho Jr: “Briga não coloca comida na mesa”
Em postagem nas redes sociais, Ratinho Junior pediu equilíbrio entre os Poderes e afirmou que o Brasil precisa de união para seguir em paz:
“O povo brasileiro acorda diariamente buscando prosperidade. E tem visto, infelizmente, cenas tristes, até mesmo com prisão domiciliar. Não será com ativismo, seja de qualquer parte, que iremos construir um novo País.
Devemos buscar o equilíbrio, o fortalecimento das nossas instituições e, sobretudo, a harmonia dos Poderes, respeitando o que está previsto na Constituição.
Briga não coloca mais comida na mesa do trabalhador. O Brasil precisa de união para seguir em paz. Ao ex-presidente Bolsonaro, a minha solidariedade.”
– Carlos Massa Ratinho Junior, governador do Paraná
Sergio Moro: “Sequer foi julgado”
O senador Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato, também reagiu de forma crítica à decisão de Moraes. Em publicação no X (antigo Twitter), ele afirmou:
“Não é possível concordar com a imposição de prisão domiciliar e censura a Bolsonaro que sequer foi julgado.”
Moro ainda afirmou que a escalada da crise política “não interessa ao Brasil”.
Elizabeth Schmidt: “Faço minhas as palavras”
A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, compartilhou as manifestações dos dois líderes e declarou apoio público ao ex-presidente:
“Faço minhas as palavras do governador @ratinho_junior e do senador @sf_moro.”
Prisão domiciliar: decisão do STF contra Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (04) que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento de celulares e restrição de visitas.
A medida foi tomada no âmbito da investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Moraes afirma que Bolsonaro violou medidas cautelares ao usar redes sociais de aliados e familiares, inclusive seus filhos, para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes.
Segundo o ministro, o ex-presidente produziu conteúdos digitais que foram publicados por terceiros, driblando a proibição de uso direto das redes sociais. As condutas apontadas, conforme o despacho, demonstram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”.
Além das medidas citadas, a decisão também proíbe Bolsonaro de receber visitas, exceto de familiares próximos e advogados, e prevê fiscalização rigorosa da comunicação digital dentro do domicílio.
Contexto: Bolsonaro é réu no STF
Bolsonaro já responde como réu em ações penais que tramitam no Supremo, relacionadas à tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022, entre outras acusações.
A nova medida de restrição se soma às sanções anteriores, como a suspensão de direitos políticos e o bloqueio de perfis nas redes sociais.
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