A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa), responsável por uma área que abrange 64 municípios, arrecadou em janeiro de 2026 um total de R$ 1.078.015.747 em tributos fazendários e previdenciários.
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Em valores nominais, o resultado representa alta de 2,64% em relação ao montante registrado em janeiro de 2025, quando a arrecadação atingiu R$ 1.050.274.799. Considerando o IPCA acumulado no período (4,44%), houve queda real de 4,25% no comparativo anual.

Fatores que influenciaram o resultado
A Receita Federal destacou elementos que impactaram a arrecadação da 9ª Região Fiscal (PR e SC), também refletidos na área de atuação da DRF/Ponta Grossa. Entre eles:
• Arrecadação previdenciária: crescimento de 11,8% (+R$ 743,6 milhões), impulsionado pelo aumento da massa salarial (+8,3% nominal; +3,9% real), apesar da elevação das compensações (+2,2%).
• IRRF – Capital: alta de 85,4% (+R$ 478 milhões), principalmente em razão do item juros sobre capital próprio.
• Simples Nacional: expansão de 12,1% (+R$ 350,2 milhões), com reflexos positivos nos tributos que compõem o regime unificado.
• COFINS/PIS/PASEP (exceto importação): aumento de 9,8% (+R$ 334,1 milhões), com destaque para setores de máquinas e equipamentos, comércio varejista e serviços financeiros.
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• IRPJ/CSLL: crescimento de 2,8% (+R$ 213,1 milhões), puxado pela apuração via lucro presumido, ainda que com retração em outras modalidades de cálculo.
• IRRF – Rendimentos do Trabalho: alta de 6,8% (+R$ 137,9 milhões), acompanhando o desempenho dos rendimentos assalariados.
• CPSSS: aumento expressivo de 600,7% (+R$ 118,3 milhões).
• IRPF: avanço de 25,1% (+R$ 70,6 milhões), influenciado sobretudo pelo ganho de capital na venda de bens duráveis.
• IPI – Outros Produtos: crescimento de 11,1% (+R$ 51,3 milhões).
• IPI – Automóveis: queda de 1,3% (-R$ 1,6 milhão), influenciada pelo aumento nas compensações tributárias via DComp, mesmo com maior volume de licenciamentos.
• Tributos relacionados à importação: retração de 20,4% (-R$ 1.436,0 milhões), refletindo a queda de 34,9% (-US$ 1.839,3 milhões) no volume importado na 9ª Região Fiscal e a redução de 11,4% na taxa média de câmbio.
• Compensações via DComp: total de R$ 2.858,7 milhões, com leve alta de 0,2%, influenciada especialmente pelas compensações de débitos de IRRF – Rendimentos do Trabalho.
• Indicadores macroeconômicos: variações nos setores industrial, de serviços, comércio e massa salarial, conforme os dados mais recentes do IBGE.

*Com informações da Receita Federal


















