Religioso é denunciado por abuso durante falsos rituais no Paraná
Segundo o Ministério Público, acusado teria usado orações de cura e libertação espiritual para praticar atos libidinosos contra uma mulher em Paranaguá

Um religioso foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por suspeita de praticar atos libidinosos contra uma mulher durante falsos rituais religiosos em Paranaguá, no Litoral do Estado. A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça do município.
O homem é acusado pelos crimes de violação sexual mediante fraude, com abuso de autoridade religiosa, e violência psicológica contra a mulher. Conforme o Ministério Público, os fatos teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2024. Segundo a denúncia, o religioso teria se aproveitado da posição de liderança e da relação de confiança estabelecida com a vítima para cometer os abusos.
Os atos teriam ocorrido sob o pretexto de realizar orações de cura e libertação de supostos males espirituais.
Abusos teriam ocorrido em igreja e residência paroquial
De acordo com a acusação, entre 2017 e março de 2020, o denunciado teria utilizado falsos rituais para praticar atos libidinosos contra a mulher. As situações teriam ocorrido tanto nas dependências da igreja quanto na residência paroquial. Ainda conforme o MPPR, quando a vítima começou a questionar os atos e tentou se afastar, o religioso teria passado a adotar comportamentos de controle e intimidação.
Entre as condutas mencionadas estão ligações e mensagens insistentes. A denúncia também aponta que o homem teria utilizado a própria autoridade religiosa para desacreditar a mulher. Ele ainda teria feito ameaças envolvendo supostas “pragas”, afirmando que elas poderiam provocar o adoecimento da vítima e de seus familiares.
Violência psicológica teria continuado até 2024
As práticas de violência psicológica teriam continuado até aproximadamente a metade de 2024. Conforme a acusação, a mulher teria sido submetida a ameaças, constrangimentos, manipulação, humilhação, chantagem e isolamento. O Ministério Público sustenta que as condutas foram praticadas em um contexto de abuso da confiança e da autoridade exercida pelo denunciado.
Com o oferecimento da denúncia criminal, o caso foi encaminhado para apreciação da Justiça. Até o momento, o nome do religioso e outros detalhes que possam identificar a vítima não foram divulgados. O denunciado terá direito à defesa durante o andamento do processo.
























