Renegade, Fastback e Pulse têm câmeras de ré furtadas
Proprietários dos modelos Fiat Pulse, Fiat Fastback e Jeep Renegade têm relatado furtos das câmeras de ré em grupos online. O problema, que danifica o chicote elétrico e eleva o custo do reparo, ainda não tem solução de fábrica. Enquanto isso, o mercado paralelo oferece travas de metal como medida de proteção.

Proprietários dos modelos Fiat Pulse, Fiat Fastback e Jeep Renegade enfrentam uma onda de furtos das câmeras de ré em diversas regiões do país. As queixas se multiplicam em grupos do Facebook e WhatsApp, além de redes sociais como Instagram e TikTok e o site Reclame Aqui.
O problema causa danos significativos e prejuízos financeiros. Até o momento, não há uma solução oficial das fabricantes.
Queixas se espalham nas redes sociais
Os relatos de furtos da câmera de ré são compartilhados amplamente por donos dos veículos em plataformas digitais. Eles descrevem a remoção forçada da peça, que ocorre quando criminosos puxam o equipamento pelo lado de fora do carro.
Essa ação, além de resultar no roubo do componente, provoca um estrago adicional no chicote elétrico que conecta a câmera ao kit multimídia do veículo. O dano ao chicote faz o preço do reparo subir consideravelmente, onerando ainda mais os proprietários.
Reparo custa mais de R$ 9 mil
Em um caso documentado no Reclame Aqui, o custo para consertar os estragos causados pelo furto da câmera ultrapassou a marca de R$ 9 mil. A concessionária responsável pelo atendimento informou que era necessário trocar todo o chicote que conecta a câmera de ré ao multimídia do veículo.
Essa substituição integral, somada à nova câmera e à mão de obra, explica o valor elevado. Diante disso, alguns proprietários buscaram verificar as portas e fechaduras em concessionárias, mas não encontraram qualquer tipo de problema nesses itens.
Fabricantes atribuem a segurança pública
A Fiat, por meio de sua Central de Serviços ao Cliente, respondeu a um dos casos informando que a situação não é relacionada à qualidade da peça ou a um problema na produção dos veículos. A empresa classificou o ocorrido como uma questão de segurança pública.
Em nota oficial enviada para a reportagem da Autoesporte, a Fiat reforçou que o problema acontece em todo o país e foge do controle da empresa. A Jeep também se posicionou quanto ao roubo das câmeras de ré do Renegade, embora a fonte não tenha detalhado o conteúdo da manifestação.
Concessionárias limitam-se ao reparo
Quando procurados, os representantes autorizados das marcas orientam os clientes de maneira similar. Em uma das situações, a concessionária informou que não há nada que possa ser feito além do reparo pela sua rede autorizada, dentro dos valores cobrados por cada uma das unidades.
Isso significa que, até o momento, não existe uma solução de fábrica nos modelos da Stellantis para o problema dos furtos das câmeras. A primeira versão do texto da Autoesporte, vale destacar, foi publicada antes da Fiat se posicionar sobre o tema.
Mercado paralelo oferece travas de metal
Diante da ausência de uma resposta oficial, o mercado paralelo de acessórios automotivos desenvolveu uma alternativa. Trata-se de uma peça de metal — uma espécie de “trava” — projetada para impedir que a câmera seja puxada pelo lado de fora.
A reportagem da Autoesporte procurou lojas de acessórios automotivos que oferecem o serviço de instalação dessa proteção. Para o Fiat Pulse e o Fiat Fastback, a trava é a mesma, enquanto para o Jeep Renegade, o modelo é diferente, diante da conexão específica do veículo.
Instalação leva cerca de uma hora
O preço da instalação da trava varia de R$ 390 a R$ 400, com a mão de obra já inclusa. Quanto ao tempo necessário para realizar o serviço, as informações apresentam uma leve divergência.
De acordo com as claims disponíveis, o período fica em torno de uma hora, mas algumas lojas informaram que é possível concluir a instalação em cerca de 40 minutos. Essa solução caseira tem sido adotada por proprietários que buscam prevenir novos furtos e evitar os custos elevados do reparo.
Problema segue sem solução definitiva
Enquanto as fabricantes enquadram a questão como um caso de segurança pública, os donos dos veículos continuam expostos aos riscos de novos furtos. A falta de uma medida preventiva de fábrica deixa os proprietários na dependência de soluções alternativas, como as travas de metal do mercado paralelo.
O cenário atual mostra que, sem uma ação coordenada ou inovação nos projetos, os modelos Pulse, Fastback e Renegade permanecem como alvos preferenciais para essa modalidade de crime.






















