ACIPG relata 18 ocorrências de furto e cobra segurança no Centro de PG
ACIPG articula reuniões com órgãos públicos e anuncia sistema de câmeras após relatos de furtos, roubos e assaltos contra comerciantes

A segurança no Centro Histórico de Ponta Grossa mobiliza a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) desde o início de agosto. Segundo a entidade, comerciantes da região conhecida como Paraguaizinho registraram aproximadamente 18 boletins de ocorrência no último mês.
Os registros estariam relacionados a crimes contra a vida, furtos, roubos e assaltos armados contra estabelecimentos comerciais. Os dados foram apresentados pelo diretor de Segurança Pública da ACIPG, Cláudio Pogere, com base nos relatos e documentos encaminhados pelos lojistas.
Diante da situação, a associação passou a articular reuniões com comerciantes, forças de segurança, órgãos municipais e entidades que atuam no atendimento à população em situação de rua.
Reuniões com órgãos públicos na ACIPG
De acordo com Pogere, a demanda chegou à Diretoria de Segurança Pública da ACIPG no início de agosto. Uma das primeiras ações foi uma visita à região para ouvir os empresários e identificar os pontos considerados mais vulneráveis.
Posteriormente, representantes da entidade e comerciantes participaram de uma reunião na Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG). O encontro também reuniu profissionais da Assistência Social e integrantes da Guarda Civil Municipal.
A situação foi apresentada ainda durante uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), realizada na sede da ACIPG. O encontro permitiu que os lojistas relatassem as dificuldades diretamente aos representantes das forças de segurança que atuam no município.
A associação também acionou as secretarias municipais relacionadas à Segurança Pública e à Assistência Social. Entre as reivindicações estão o reforço do patrulhamento e a construção de uma solução permanente para os problemas relatados pelos comerciantes.
Lojistas relatam problemas no entorno do Centro Pop
Segundo os lojistas ouvidos pela ACIPG, parte das ocorrências estaria concentrada no entorno do Centro POP, equipamento público destinado ao atendimento de pessoas em situação de rua.
Os comerciantes alegam que a movimentação na região teria atraído também pessoas envolvidas com tráfico de drogas, furtos e outros delitos. A afirmação representa o diagnóstico dos empresários e da entidade e não significa que todos os usuários atendidos pelo Centro POP estejam relacionados a práticas criminosas.
A própria ACIPG ressalta que população em situação de rua e criminalidade são questões diferentes. Para a associação, a vulnerabilidade social exige atendimento especializado, enquanto crimes e situações de violência devem receber resposta dos órgãos de segurança.
A entidade defende a ampliação da atuação integrada do poder público e o avanço dos estudos sobre uma possível transferência do Centro POP da região central. Ainda não existe, entretanto, uma decisão oficial sobre eventual mudança da unidade.
A ACIPG também solicitou uma reunião ao Ministério Público do Paraná (MPPR). Conforme Pogere, o encontro ainda não possui data confirmada em razão da transição do promotor responsável pelo tema.
“Estamos aguardando o retorno de uma data de agenda para o Ministério Público, onde a ACIPG e o representante daquela região, dos lojistas, vão estar presentes”, explicou. A ACIPG declarou que permanece à disposição do poder público para contribuir com uma solução permanente para a segurança e a ocupação do Centro Histórico de Ponta Grossa.
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