O CRAR de Ponta Grossa, Centro de Recuperação e Apoio ao Animal de Rua, voltou ao centro das discussões na Câmara Municipal nesta segunda-feira (23), após vereadores apresentarem denúncias sobre a atuação da empresa terceirizada responsável pela gestão do espaço.
A vereadora Teka dos Animais (UNIÃO) fez um discurso enfático no plenário ao relatar supostas irregularidades nas condições oferecidas aos animais atendidos pelo centro. Segundo ela, há denúncias de falta de higiene, permanência dos animais em espaços reduzidos e falhas nos cuidados básicos. A parlamentar afirmou que a situação compromete a política pública de proteção animal no município.
O tema ganha relevância porque, em dezembro do ano passado, Teka recebeu uma Moção de Repúdio acompanhada de críticas sobre sua atuação na fiscalização do próprio CRAAR de Ponta Grossa. Na sessão desta semana, ela destacou que vem acompanhando relatos e cobrando providências em relação à execução do contrato.
O vereador Florenal da Silva (PODEMOS) também se posicionou, afirmando que o município enfrenta dificuldades no recolhimento de animais de rua para castração. Segundo ele, a ausência de um sistema eficiente de captura compromete o controle populacional e transfere à população a responsabilidade de levar os animais até o centro.
Já a vereadora Joce Canto (PP) ampliou o debate ao mencionar o contrato firmado com a empresa Clinicão Veterinária Popular LTDA, vencedora de licitação superior a R$ 30 milhões para administrar o CRAAR de Ponta Grossa e realizar cirurgias de castração. De acordo com a parlamentar, existem denúncias envolvendo possíveis falhas em procedimentos, cobrança por serviços que deveriam ser gratuitos e questionamentos sobre uso de medicamentos.
Joce também afirmou que empresas que teriam realizado castrações de forma complementar estariam com pagamentos atrasados, levantando dúvidas sobre a gestão contratual e a aplicação dos recursos públicos.
Em novembro do ano passado, o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais já havia deliberado pela suspensão das atividades da empresa responsável. O cenário reacende o debate sobre fiscalização, transparência e eficiência na gestão do CRAAR de Ponta Grossa, equipamento considerado estratégico para a política municipal de proteção animal.


















