A crise entre os servidores municipais de Ponta Grossa e a Prefeitura ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (6), durante sessão da Câmara Municipal. O presidente do SindServ, Luis Eduardo Pleis, utilizou a Tribuna Livre para fazer um balanço da paralisação que mobiliza funcionários de diversos setores da administração pública e endurecer o discurso contra o Executivo.
Em sua fala, Pleis destacou que o sindicato não foi recebido pela Prefeitura na última segunda-feira (4), o que, segundo ele, agravou o clima de tensão nas negociações. O dirigente também criticou o fato de não ter conseguido utilizar a Tribuna Livre na sessão anterior, apontando impedimento por parte do presidente da Câmara, vereador Júlio Küller.
O ponto central do discurso, no entanto, foi a decisão judicial que determinou o fim da paralisação. A liminar foi concedida após pedido da Prefeitura, que recorreu à Justiça alegando prejuízos à continuidade dos serviços públicos essenciais. Pleis reagiu à medida afirmando que o sindicato também adotará medidas judiciais para tentar reverter a decisão.
“Se a Prefeitura judicializou a questão, nós também vamos buscar os nossos direitos na Justiça”, afirmou o presidente do SindServ, sinalizando uma nova frente de disputa entre as partes.
Impasse salarial
A paralisação dos servidores tem como pano de fundo a insatisfação com a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura. A categoria reivindica aumento real nos vencimentos, argumentando perdas acumuladas nos últimos anos e a necessidade de valorização dos servidores.
A proposta inicial do sindicato não foi aceita pelo Executivo, que apresentou uma contraproposta considerada insuficiente pelos trabalhadores. O SindServ rejeitou os termos, alegando que o índice oferecido não recompõe as perdas inflacionárias nem atende às demandas da categoria.
Sem avanço nas negociações, a mobilização ganhou força, culminando na paralisação de diferentes setores da Prefeitura, afetando parte dos serviços públicos no município.
Judicialização e novos desdobramentos
Diante do impasse, a Prefeitura optou por acionar a Justiça, conseguindo uma liminar que determina o retorno imediato dos servidores às atividades. A decisão elevou o tom do conflito e abriu caminho para uma disputa judicial entre as partes.
Agora, com o anúncio de que o sindicato também recorrerá ao Judiciário para derrubar a liminar, o cenário aponta para um prolongamento da crise. Enquanto isso, servidores seguem mobilizados e cobram a retomada do diálogo com o Executivo.
A expectativa é de que novas rodadas de negociação possam ocorrer nos próximos dias, embora, até o momento, não haja sinalização concreta de acordo entre Prefeitura e SindServ.
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