Sobe para 3.811 o número de mortos após terremotos gêmeos que arrasaram a Venezuela
Balanço atualizado foi divulgado duas semanas após os abalos de magnitude 7,2 e 7,5

Duas semanas após a terra tremer violentamente no país vizinho, o cenário ainda é de catástrofe e luto extremo. O número de mortos em decorrência dos dois terremotos devastadores que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho subiu para 3.811. A atualização deste trágico balanço foi anunciada oficialmente pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Além da impressionante perda de vidas, a força da natureza deixou um rastro de destruição massivo na infraestrutura venezuelana, gerando uma crise humanitária imediata nas áreas mais afetadas.
O Balanço do Desastre
De acordo com os dados mais recentes repassados pelas autoridades venezuelanas, os impactos da tragédia já alcançaram as seguintes marcas:
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Vítimas fatais: 3.811 mortos confirmados.
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Feridos: 16.740 pessoas em atendimento ou que já necessitaram de socorro médico.
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Desabrigados: 17.907 cidadãos que perderam suas casas ou tiveram que ser evacuados de áreas de colapso.
Terremotos “gêmeos” e pânico
A catástrofe teve início no começo da noite do dia 24 de junho. A Venezuela, com impacto direto e severo sobre a cidade de La Guaira, foi surpreendida por dois abalos sísmicos de altíssima intensidade, registrando magnitudes de 7,2 e 7,5.
O fator que multiplicou o poder de destruição e a letalidade do evento foi a curtíssima janela de tempo entre os tremores: eles ocorreram com menos de um minuto de intervalo, não dando margem para que os moradores buscassem rotas de fuga ou abrigos seguros antes do segundo impacto. O terror se prolongou, e a Defesa Civil registrou pelo menos 20 réplicas sucessivas após os abalos principais, o que dificultou severamente os trabalhos iniciais de resgate.
Força-Tarefa Global
Diante da proporção da tragédia, que sobrecarregou instantaneamente os serviços de emergência venezuelanos, uma rede de solidariedade internacional foi ativada.
Diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, China, México e Reino Unido, mobilizaram-se rapidamente, enviando reforços para o território venezuelano. A força-tarefa internacional enviou contingentes de equipes de resgate especializadas em escombros, equipamentos pesados, além de toneladas de medicamentos e alimentos para socorrer os sobreviventes e apoiar as autoridades locais na busca por desaparecidos.
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