Suspeito de tortura em Palmeira se apresenta à polícia e acaba preso
Vídeos mostram tortura por quase 5 minutos e suspeito é preso em Palmeira

Um investigado por tortura em Palmeira foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Paraná no final da tarde desta terça-feira (1º). Segundo a 40ª Delegacia Regional de Polícia (40ª DRP), o homem se apresentou na unidade policial acompanhado de suas advogadas e teve o mandado de prisão cumprido.
A prisão ocorre durante um inquérito que investiga um episódio de extrema violência registrado no município de Palmeira, nos Campos Gerais. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, as investigações começaram na segunda-feira da semana passada, assim que a delegacia tomou conhecimento dos fatos.
Vítima teria sido agredida por quase cinco minutos
De acordo com a apuração policial, a vítima teria sido submetida a agressões durante aproximadamente cinco minutos. A suspeita investigada é de que a violência teria sido praticada com o objetivo de fazer com que a vítima confessasse um suposto ato ocorrido anteriormente.
Ainda segundo a Polícia Civil, durante as agressões a vítima teria negado repetidamente ter cometido qualquer ilícito e pedido para que a violência fosse interrompida.
As agressões provocaram ferimentos graves. A vítima permaneceu internada durante oito dias e precisou passar por três procedimentos cirúrgicos em decorrência das lesões.
Mais de dez vídeos integram investigação
Um dos principais elementos reunidos no inquérito sobre a tortura em Palmeira são imagens de câmeras de segurança. Mais de dez vídeos foram anexados aos autos e estão sendo analisados pelos investigadores.
Segundo a Polícia Civil, as gravações ajudam na reconstrução da dinâmica dos acontecimentos e na identificação das circunstâncias em que as agressões teriam ocorrido.
O investigado também foi interrogado e apresentou sua versão sobre os fatos. O conteúdo do depoimento não foi divulgado pela Polícia Civil.
Investigação continua em Palmeira
Mesmo após o cumprimento da prisão preventiva, a investigação ainda não foi concluída. A Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas nos próximos dias para esclarecer completamente o caso.
A corporação também reforçou que o inquérito busca reunir elementos que permitam determinar as circunstâncias, responsabilidades e demais detalhes relacionados às agressões.
Por se tratar de uma investigação em andamento, a prisão preventiva não representa condenação. A eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito, da manifestação do Ministério Público e das decisões do Poder Judiciário.
O BnT Online acompanha o caso e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
Leia também: Moto fica ‘em pé’ sobre capô de carro após acidente em Ponta Grossa
Comentários
Nenhum comentário aindaCarregando comentários…
























