Tesla enfrenta ação coletiva por direção autônoma nos EUA
Uma juíza dos Estados Unidos decidiu que proprietários de Teslas na Califórnia podem entrar com uma ação coletiva contra a empresa. Os motoristas afirmam que foram enganados por Elon Musk sobre os recursos de condução autônoma. A decisão baseia-se na alegação de que a Tesla não demonstrou capacidade de direção autônoma de longa distância.

A Tesla pode enfrentar um processo coletivo movido por motoristas do Estado norte-americano da Califórnia, conforme decisão judicial recente. Os proprietários dos veículos elétricos alegam que Elon Musk os enganou durante oito anos sobre os recursos de condução autônoma da marca. A juíza distrital dos Estados Unidos, Rita Lin, determinou que a questão comum sobre a falta de sensores da Tesla para atingir um alto nível de autonomia justifica ações coletivas.
Resumo em tópicos
- A juíza distrital dos Estados Unidos, Rita Lin, disse que a questão comum sobre a falta de sensores da Tesla para atingir um alto nível de autonomia justifica ações coletivas
- Na decisão de segunda-feira (18), a juíza de São Francisco disse que milhares de pessoas provavelmente viram a alegação da Tesla na seção “Autopilot” de seu site
- A juíza disse que a incapacidade de demonstrar uma condução autônoma de longa distância com qualquer um de seus veículos justifica ações coletivas
- Motoristas afirmam que Elon Musk os enganou durante oito anos sobre os recursos de condução autônoma dos veículos elétricos de sua empresa
- As ações coletivas são de dois grupos de motoristas que compraram o pacote de tecnologia Full Self-Driving
O que motivou a ação judicial
As ações coletivas são de dois grupos de motoristas que compraram o pacote de tecnologia Full Self-Driving. Eles argumentam que a empresa não cumpriu as promessas feitas ao longo dos anos. Na decisão de segunda-feira (18), a juíza de São Francisco disse que milhares de pessoas provavelmente viram a alegação da Tesla na seção “Autopilot” de seu site.
As alegações da Tesla sob scrutiny
A alegação da Tesla era de que os veículos da marca eram capazes de condução totalmente autônoma. Essa afirmação esteve presente de outubro de 2016 a agosto de 2024. A empresa fez uma declaração semelhante em várias publicações e ocasiões, incluindo uma entrevista coletiva de imprensa em 2016 com Musk.
A resposta da defesa
Advogados da Tesla não comentaram o assunto na terça-feira (19). Anteriormente, a empresa argumentava que não era razoável presumir que todos os membros do processo coletivo viram as declarações contestadas. A Tesla também sustentava que não há provas de que as declarações da empresa e de seu presidente sobre o sistema são relevantes.
Limites do que se sabe até agora
A juíza destacou que a incapacidade de demonstrar uma condução autônoma de longa distância com qualquer um de seus veículos justifica ações coletivas. No entanto, a fonte não detalhou quantos proprietários estão envolvidos ou os valores em disputa. O caso segue em andamento, com possíveis desdobramentos futuros.
Dúvidas Frequentes
O que é a ação coletiva contra a Tesla? É um processo movido por donos de veículos elétricos na Califórnia, alegando engano sobre direção autônoma.
Quem é a juíza responsável? A juíza distrital dos Estados Unidos, Rita Lin, de São Francisco.
Quais são as principais alegações? Que a Tesla prometeu condução totalmente autônoma, mas não cumpriu, usando declarações enganosas.
Há similaridades no Brasil? A fonte não detalhou, mas o g1 testou a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil, indicando interesse local.























