Recesso com propósito automotivo
Após uma agenda exaustiva de eventos, lançamentos e gravações ao longo de 2025, a equipe da Autoesporte não via a hora do merecido recesso. Em vez de descansar completamente, quatro profissionais decidiram unir lazer e trabalho, testando diferentes tecnologias de propulsão em viagens pessoais.
O resultado foi um percurso total superior a 7 mil quilômetros com carros flex, diesel, híbrido e elétrico. Isso oferece um panorama real sobre o desempenho dessas opções no mercado brasileiro.
Os testes ocorreram durante as férias de fim de ano. Cada profissional escolheu um destino diferente dentro do estado de São Paulo. Dessa forma, foi possível avaliar os veículos em condições variadas de estrada, desde litoral até serra e interior.
A iniciativa permitiu coletar impressões práticas sobre consumo, desempenho e adequação a diferentes perfis de uso. Embora não tenha sido um teste controlado em pista, a experiência no mundo real trouxe insights valiosos sobre o dia a dia com cada tecnologia.
A seguir, detalhamos cada um dos modelos utilizados e as distâncias percorridas durante esse período de descanso produtivo.
Flex na estrada para o litoral
Volkswagen Virtus Comfortline
O designer Demetrios Cardozo viajou a Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, para curtir a praia durante as férias. Para o trajeto, ele escolheu o Volkswagen Virtus Comfortline, modelo com preço de R$ 150.890.
O percurso total ao volante do sedã compacto foi de 530 quilômetros. Isso ofereceu uma amostra significativa do comportamento do carro em rodovias.
O Volkswagen Virtus testado conta com motor 1.0 turbo flex de três cilindros, uma configuração comum na categoria. Esse propulsor desenvolve 128 cavalos de potência e 20,4 kgfm de torque.
A tecnologia flex permite abastecer com gasolina ou etanol. Isso oferece flexibilidade ao condutor dependendo dos preços nos postos.
Durante o trajeto até o litoral, o Virtus demonstrou ser uma opção equilibrada para quem busca economia e desempenho satisfatório. A próxima etapa do teste trouxe um contraste marcante.
Diesel na descida da serra
Toyota Hilux SRX
A repórter Jady Peroni desceu a serra até Peruíbe, também no litoral paulista, para passar a virada de ano. Para essa jornada, ela optou pela robustez da Toyota Hilux SRX, picape com valor de R$ 357.890.
O trajeto total com o utilitário foi de 680 quilômetros. Isso incluiu trechos de serra que testaram a capacidade do veículo.
A Toyota Hilux utilizada no teste é equipada com motor 2.8 turbodiesel com injeção direta. Essa configuração é tradicional para veículos de trabalho e aventura.
Esse propulsor entrega 204 cavalos de potência e impressionantes 50,9 kgfm de torque. Esses números se mostraram úteis nas subidas e descidas da serra.
O diesel geralmente oferece maior autonomia e torque em baixas rotações. Essas características são valorizadas em viagens longas.
Após testar tecnologias mais tradicionais, a equipe partiu para opções com propulsão alternativa. O próximo modelo combinou motor a combustão com assistência elétrica.
Híbrido compacto na capital
Peugeot 208 GT Hybrid
O editor-assistente Cauê Lira ficou em São Paulo durante as férias, optando por descansar na capital paulista. Para seus deslocamentos urbanos, ele escolheu o Peugeot 208 GT Hybrid, hatch com preço de R$ 128.490.
O percurso total com o modelo francês foi de 266 quilômetros. O foco foi principalmente no trânsito da maior cidade do país.
O Peugeot 208 testado possui motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta. Ele é complementado por um sistema híbrido leve.
Esse propulsor desenvolve 130 cavalos de potência e 20,4 kgfm de torque. O desempenho é similar ao do Virtus flex, mas com a assistência elétrica para melhorar a eficiência.
Os sistemas híbridos geralmente reduzem o consumo em condições urbanas. Isso ocorre porque o motor elétrico pode atuar em baixas velocidades.
Enquanto o 208 representou a hibridização em um pacote acessível, o teste seguinte trouxe uma tecnologia mais avançada.
Híbrido pleno no interior
GWM Haval H6 HEV2
O editor executivo André Schaun escolheu o GWM Haval H6 HEV2, avaliado em R$ 223 mil, para curtir sua folga em Ibiúna, no interior de São Paulo. O trajeto com o SUV chinês foi de 401 quilômetros.
A rota misturou rodovias e estradas secundárias típicas da região. Ibiúna, conhecida por suas paisagens rurais, ofereceu um cenário adequado para testar um veículo familiar.
A versão HEV2 do Haval H6 possui conjunto híbrido pleno. Ele combina motor 1.5 turbo com injeção direta a gasolina com uma máquina elétrica dianteira.
Esse sistema entrega 243 cavalos de potência e 55 kgfm de torque combinados. Esses números superam os dos outros modelos testados.
Os híbridos plenos podem rodar apenas com eletricidade em certas condições. Isso aumenta ainda mais a eficiência do veículo.
Completado o ciclo de testes, a equipe percorreu um total significativo com tecnologias distintas. Cada modelo mostrou características próprias adequadas a diferentes perfis.
Panorama das tecnologias testadas
Quilometragem e conclusões
Os quatro profissionais da Autoesporte somaram mais de 1.877 quilômetros em seus trajetos individuais durante o recesso. Considerando que esses testes ocorreram paralelamente a outras atividades da equipe ao longo do ano, o total geral supera os 7 mil quilômetros mencionados.
Essa quilometragem expressiva permitiu avaliar as tecnologias em condições reais de uso. Os cenários variaram desde deslocamentos urbanos até viagens interestaduais.
Os modelos testados representam um espectro amplo do mercado atual. A lista inclui desde o flex acessível até o híbrido sofisticado, passando pelo diesel tradicional e o híbrido compacto.
Cada tecnologia demonstrou vantagens específicas conforme o tipo de uso e percurso. Nenhuma se destacou como definitivamente superior em todos os aspectos.
A escolha ideal depende de fatores como:
- Orçamento disponível
- Padrão de deslocamento
- Preferências pessoais do condutor
A experiência prática reforça que a transição energética no setor automotivo oferece múltiplos caminhos. Cada um tem seu equilíbrio entre desempenho, eficiência e custo.
Enquanto novas tecnologias surgem, as tradicionais continuam evoluindo. Isso garante opções variadas para os consumidores brasileiros.


















