Fábrica histórica só retoma em 2028
A Toyota confirmou que sua fábrica de motores em Porto Feliz, no interior de São Paulo, só será reaberta em 2028. A unidade, inaugurada em maio de 2016, foi a primeira da marca a produzir propulsores na América Latina.
Ela foi severamente danificada por uma forte tempestade no final de 2025, o que levou à sua paralisação total. Até a reabertura, a montadora precisou encontrar soluções alternativas para abastecer sua produção no Brasil.
O espaço em Porto Feliz já produziu mais de 1 milhão de unidades de motores. A fábrica realiza os processos de fundição, usinagem e montagem dos propulsores no mesmo prédio, uma característica que destacava sua eficiência.
Com a interrupção, a Toyota teve que reestruturar toda sua cadeia de fornecimento para os modelos brasileiros. A situação exigiu medidas emergenciais para evitar um colapso maior na produção.
Solução temporária em galpão alugado
Para manter a produção ativa, a Toyota passou a utilizar um galpão alugado na própria cidade de Porto Feliz. Inicialmente, o espaço funcionava apenas como depósito de equipamentos, mas foi rapidamente adaptado.
A empresa instalou maquinário e transformou o local em uma linha de produção temporária. Atualmente, esse galpão fabrica parte dos motores usados pelo modelo Yaris Cross.
Essa solução improvisada permitiu que a marca continuasse operando em condições mais estáveis. Além disso, ela consegue abastecer a demanda do mercado sem restrições significativas.
A medida foi crucial para minimizar os impactos da paralisação da fábrica principal. No entanto, a capacidade total de produção ainda depende de outras fontes.
Importações complementam a produção
Outra parte dos motores agora é importada, especialmente das fábricas da Toyota no Japão, Turquia e Indonésia. Essa estratégia garante o fornecimento contínuo para as linhas de montagem brasileiras.
Para facilitar o processo, o governo do Brasil incluiu as peças vindas do exterior na lista de componentes do regime Ex-Tarifário. Esse regime reduz ou isenta, de forma temporária, o Imposto de Importação.
A medida governamental ajudou a reduzir custos e agilizar a chegada dos componentes. Com isso, a Toyota conseguiu equilibrar a produção entre o galpão alugado e as importações.
A combinação das duas fontes tem sido suficiente para atender às necessidades do mercado local. A marca agora opera sem grandes obstáculos, embora a reabertura da fábrica original ainda esteja distante.
Impacto direto nas vendas e modelos
No final de 2025, a Toyota precisou paralisar a produção de todas as suas fábricas logo após a tempestade. A interrupção afetou diretamente as vendas no mês de novembro daquele ano.
Um dos modelos mais impactados foi o Yaris Cross, que chegou ao mercado atrasado por conta da tragédia. A falta de motores comprometeu o lançamento e a disponibilidade do veículo.
Fábricas afetadas pela paralisação
- Sorocaba (SP): usa os motores para os modelos Corolla Cross, Yaris (exportação) e primeiras unidades do Yaris Cross.
- Indaiatuba (SP): utiliza o powertrain para o Corolla sedã.
A paralisação, portanto, teve efeitos em cascata sobre toda a linha de produção.
Motores afetados e mercado externo
Os motores em questão são o 2.0 Dynamic Force, usado na linha Corolla, e 1.5 flex, adotado pela família Yaris.
Em 2022, a fábrica de Porto Feliz foi escolhida para abastecer os Estados Unidos com unidades do 2.0. No entanto, com a paralisação, o abastecimento para o mercado norte-americano agora é feito pelo Japão.
A mudança representou um revés nos planos de exportação da unidade brasileira. A perda da capacidade de exportação para os Estados Unidos destacou a importância estratégica da fábrica.
A produção local não atendia apenas ao mercado brasileiro, mas também a demandas internacionais. A interrupção forçou a Toyota a realocar a produção para outras unidades globais.
A reabertura em 2028 visa restaurar não apenas a produção doméstica, mas também a participação no comércio exterior.

















