O Tribunal do Júri realizado nesta quinta-feira (19), em Sengés, condenou a 66 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, o homem responsável pelo homicídio ocorrido no distrito de Ouro Verde, na zona rural do município, em 2024.
O réu havia sido preso pela equipe da Delegacia da Polícia Civil de Sengés no dia 4 de junho de 2024, após trabalho investigativo que incluiu diligências em áreas rurais da região.
Relembre o caso:
Na noite de 26 de maio de 2024, por volta das 22h, após uma discussão com a então namorada, de 19 anos, o autor foi até a residência da família da jovem portando dois revólveres. No local, efetuou disparos contra a ex-sogra e o ex-cunhado, que não foram atingidos. Em seguida, sob ameaça, apontou uma arma para a cabeça do pai da jovem e o obrigou a entrar em seu veículo, deixando o endereço em alta velocidade.
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Na manhã do dia seguinte, o corpo da vítima foi encontrado em uma plantação de pinus, a cerca de três quilômetros do distrito de Ouro Verde. O homem foi morto com 14 golpes de faca, que atingiram as regiões do peito e do pescoço.
Investigação e prisão:
Logo após o crime, a equipe da Delegacia da Polícia Civil do Paraná em Sengés deu início às investigações para apurar as circunstâncias do caso. Durante os trabalhos, foram colhidos depoimentos, realizados levantamentos de inteligência e diligências em campo, que reuniram elementos de prova indicando a autoria e a motivação do crime, relacionada ao término do relacionamento.
Com apoio das equipes de Jaguariaíva, Arapoti e Ponta Grossa, o suspeito foi localizado após buscas em áreas rurais. Ele estava armado e chegou a se deslocar para uma área de mata, mas posteriormente se apresentou na sede da Delegacia de Sengés, onde teve cumprido o mandado de prisão preventiva.
Julgamento e condenação:
O réu foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Sengés no dia 19 de fevereiro de 2026. Ele foi condenado pelos crimes de sequestro, homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio qualificado, disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo, totalizando 66 anos e 11 meses de reclusão.
A decisão do Júri encerra o processo em primeira instância e formaliza a responsabilização penal do acusado pelos crimes cometidos. A Delegacia de Sengés destacou o trabalho da equipe envolvida na investigação, ressaltando que a apuração detalhada foi determinante para a prisão do autor e para o resultado apresentado em plenário.
*Com informações da PCPR


















