Um achado raro no mercado de usados
A revista Autoesporte localizou um exemplar do Volkswagen Fusca 1600 S 1974 à venda pela Lar’t por R$ 129 mil. Trata-se da versão especial conhecida como Super-Fuscão, considerada mais rara que o popular Gol GTi.
O modelo em questão apresenta características que o destacam entre os entusiastas de automóveis clássicos. Esta descoberta chama atenção pelo estado de conservação e pela raridade do veículo.
A pintura branca Lótus encontra-se em perfeito estado, segundo as informações disponíveis. Além disso, detalhes específicos confirmam a autenticidade desta versão esportiva.
O mercado de carros antigos brasileiro ganha assim mais um item de coleção. A seguir, conheça os detalhes que fazem deste Fusca uma peça tão especial.
Evolução do motor do Fusca ao longo dos anos
Os primeiros exemplares do Fusca vieram com motor traseiro boxer de 1.192 cm³, refrigerado a ar. Esta configuração, popularmente conhecida como ‘1200’, era casada a um câmbio manual de quatro marchas.
O conjunto mecânico produzia 36 cv de potência na sua versão inicial. Em 1967, a capacidade cúbica foi aumentada para 1,3 litro, resultando em 46 cv.
Três anos depois, surgiu o motor 1,5 litro de 52 cv, apelidado de Fuscão. Cada aumento representou um passo na busca por mais desempenho.
Essa trajetória culminou no desenvolvimento do Super-Fuscão. A evolução técnica preparou o caminho para a versão mais potente da linha.
Detalhes que identificam o Super-Fuscão
Características externas
Na tampa traseira do exemplar encontrado, há uma peça plástica com o logo 1600 S. Este componente tem função aerodinâmica, direcionando mais ar para o motor.
O escapamento de saída única com ponteira levemente curvada é original do modelo. Foram instalados um jogo de faróis de milha e um traseiro de neblina.
Esses elementos complementam o visual esportivo do veículo. Cada detalhe contribui para a identidade única desta versão.
Interior com equipamentos especiais
No habitáculo, o volante esportivo Walrod recebeu novo revestimento. O carpete do assoalho é exclusividade do Fuscão e encontra-se em ótimas condições.
O painel de instrumentos traz:
- Conta-giros do lado esquerdo
- Velocímetro central com escala até 160 km/h
- Marcador de combustível à direita
- Amperímetro, temperatura do óleo e relógios de horas abaixo, ao centro
Todos esses instrumentos funcionam perfeitamente, segundo as informações disponíveis. Os bancos são originais e contam com sistema reclinável, algo que os Fusca 1300 e 1500 não tinham.
Este nível de equipamento era incomum para a época. A seguir, entenda por que a produção foi tão limitada.
Produção extremamente restrita
O Volkswagen Super-Fuscão 1600 S ‘Bizorrão’ teve pouco mais de 5,5 mil unidades produzidas. A fabricação ocorreu entre 1974 e 1975, segundo os dados disponíveis.
A produção não durou nem um ano completo. Essa curta existência explica a raridade do modelo no mercado atual.
Em comparação com outros esportivos brasileiros, o ‘Bizorrão’ é particularmente escasso. Sua produção limitada o torna objeto de desejo entre colecionadores.
A brevidade da fabricação contrasta com o impacto técnico do modelo. As inovações introduzidas marcaram época.
Inovações técnicas do ‘Bizorrão’
O ‘Bizorrão’ foi o primeiro Fusca a adotar dupla carburação. Com a adição de dois carburadores Solex, o motor boxer a ar 1.600 ganhava 65 cv de potência.
O torque chegava a 12 kgfm a partir de 3.000 rpm. A mudança veio acompanhada de um aumento na bitola dianteira.
Outras particularidades incluíam para-brisa maior, entre outras modificações. Essas alterações buscavam melhorar o comportamento dinâmico do veículo.
As inovações representaram o ápice da evolução do Fusca como esportivo acessível. O legado técnico permanece como referência para entusiastas.
O exemplar encontrado pela Autoesporte testemunha esse capítulo da história automotiva brasileira. Com preço de R$ 129 mil, oferece a oportunidade de adquirir um pedaço raro desse patrimônio sobre rodas.

















