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A segurança nas escolas e a participação dos pais na vida escolar, por Roberto Ferensovicz

Nos últimos dias, muito se tem falado sobre a segurança nas escolas, ou na verdade sobre a falta dela. Pais e mães apavorados com os últimos acontecimentos, com possíveis novas ameaças, enfim, o assunto virou tema de debates, de discursos políticos sem consequência, estão usando um tema tão sério como palanque eleitoral. Sobre a preocupação […]

A segurança nas escolas e a participação dos pais na vida escolar, por Roberto Ferensovicz
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Nos últimos dias, muito se tem falado sobre a segurança nas escolas, ou na verdade sobre a falta dela.


Pais e mães apavorados com os últimos acontecimentos, com possíveis novas ameaças, enfim, o assunto virou tema de debates, de discursos políticos sem consequência, estão usando um tema tão sério como palanque eleitoral.


Sobre a preocupação dos pais é mais do que aceitável, também sou pai de uma pequena e na nossa casa a preocupação também aumentou. Mas fica a pergunta, a maioria destes pais que estão cobrando das autoridades ou dos proprietários das escolas por mais segurança, estavam preocupados antes da tragédia de Blumenau?


Qual foi a última vez que eles foram na escola para conversar com a Direção? Quando que participaram de reuniões quando chamados? Procuram saber como está o desemprenho dos filhos? Sabem que nas escolas, pelo menos nas municipais existe o Conselho Escolar, sabem qual é o seu papel?


Importante e fundamental cobrarmos das autoridades ações concretas para reforçar a segurança nas escolas, mas não deve ser “apenas” isso, logo a mídia esquece do tema, logo poderemos ter outro assunto relevante e o foco muda, mas e o problema da falta de segurança? Esse continua!


Portanto, que essa tragédia, que essa comoção que tomou conta dos pais, políticos e autoridades sirva de marco para entrarmos em um novo tempo. Um tempo de mais cobranças, mas principalmente, de mais participação da comunidade na vida escolar, no dia a dia dos filhos, quantos pais tem o costume de perguntar ao filho como foi a escola hoje? Se tem tarefa? Se precisa de ajuda? E de vez em quando conversar com a direção, com a professora sobre o comportamento do filho no dia a dia da escola.


As vezes numa simples conversa se pode diagnosticar um problema, como o bullying por exemplo e de repente evitar até mesmo uma tragédia


Por mais cobranças das autoridades e mais participação dos pais na vida dos filhos!

Leia também: Mulher é detida após enviar vídeos que continham ameaças de ataques em escolas da região

Roberto Ferensovicz
Autoria
Roberto Ferensovicz
Servidor público municipal há 28 anos. Vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa (SindServ-PG)
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