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Política

Aliel Machado recorre da decisão do TJPR sobre cobranças da tarifa de água em PG

O TJPR acatou os argumentos da Sanepar e suspendeu a decisão, afirmando que a isenção representaria risco à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.

Aliel Machado recorre da decisão do TJPR sobre cobranças da tarifa de água em PG
Foto: Assessoria
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O deputado federal Aliel Machado (PV) confirmou ao Portal BnT que recorreu da decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que suspendeu a isenção da cobrança da tarifa de água por 30 dias em Ponta Grossa. A medida havia sido determinada pela juíza Luciana Virmond Cesar, da 2ª Vara da Fazenda Pública, após ação popular movida pelo deputado, junto com os vereadores Geraldo Stocco (PV) e Fábio Silva.

Segundo Aliel, a decisão do TJPR foi baseada em uma interpretação equivocada. “O primeiro erro do TJPR é que não era liminar, era uma decisão transitória. A Sanepar induziu o judiciário ao erro com informações que não são verdadeiras, e a gente recorreu”, afirmou ao Portal BnT. 

O deputado ainda ressaltou que o processo seguirá normalmente dentro da esfera judicial. Se necessário, o caso pode ir ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Agora o próximo passo é no próprio Tribunal de Justiça. Vamos fazer um debate com o recurso que já apresentamos e, caso necessário, o caso vai para o Superior Tribunal Federal. Mas tudo dentro da normalidade, até porque o maior efeito da decisão já aconteceu”, explicou.

Leia mais: Vereadores da CEI do Lixo são impedidos de fiscalizarem aterro

A suspensão

A Sanepar havia solicitado a suspensão da decisão alegando que não foi ouvida previamente, que a medida feria o princípio da separação dos poderes e poderia comprometer a continuidade dos serviços prestados, além de impactar sua arrecadação mensal — estimada em cerca de R$ 24,3 milhões — e os investimentos programados. A empresa também argumentou que haveria risco à saúde pública e ao equilíbrio do contrato.

O TJPR acatou os argumentos da Sanepar e suspendeu a decisão, afirmando que a isenção representaria risco à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. Para Aliel, no entanto, a argumentação da companhia não se sustenta. “É um absurdo. A Sanepar teve R$ 1 bilhão de lucro. Está distribuindo o maior lucro da história para seus acionistas. Esse impacto representa menos de 1,5% de todo o recurso da Sanepar. Então é falacioso”, declarou.

“Nossa briga com a Sanepar em prol dos consumidores de Ponta Grossa continua”, destaca Aliel. 

Veja detalhes sobre a decisão judicial em matéria completa clicando aqui.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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