Audiência discute taxa de ocupação e permeabilidade do solo na área industrial de PG
Audiência pública proposta pelo vereador Leandro Bianco, debate taxa de ocupação e permeabilidade do solo na área industrial; confira

A taxa de ocupação e permeabilidade do solo voltou ao centro do debate público em Ponta Grossa. A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) realizou, nesta terça-feira (25), uma audiência pública para discutir a possibilidade de adequações nos índices aplicados à área industrial do município. A participação popular segue aberta por mais cinco dias, permitindo que representantes do setor industrial, imobiliário e demais interessados enviem contribuições ao Legislativo.
A audiência foi proposta pelo vereador Leandro Bianco (Republicanos), que destacou que a discussão surge a partir de demandas reais de empresários locais. Atualmente, a taxa de ocupação é de 60%, enquanto a permeabilidade está definida em 25%. Esses parâmetros foram recentemente aprovados na Câmara e sancionados pelo Poder Executivo dentro da revisão do Plano Diretor de Ponta Grossa.
Durante sua fala, o vereador reforçou que os índices podem limitar a expansão de empresas já instaladas. “Antes de propor essa audiência estive em contato com diversos empresários da nossa cidade, que explicaram a necessidade de aumento da taxa de ocupação do solo, pensando na ampliação de suas empresas. O município está crescendo, muitas empresas estão investindo em nossa cidade, então precisamos pensar a longo prazo, na continuidade dessas indústrias”, afirmou.
A Secretária de Indústria e Comércio, Faynara Merege, também ressaltou que o pedido por revisão é recorrente. “Desde o começo do ano recebemos essa demanda dos empresários, muitos deles já em processo de expansão, mas que não podem ampliar suas empresas por falta de terrenos próximos. Na secretaria já estamos com análises técnicas em andamento para estudar a viabilidade do aumento das taxas, então acredito que a partir dessa discussão de hoje teremos outras conversas sobre o tema e ficamos disponíveis para contribuir tecnicamente”, disse.
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Representando o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPLAN), o presidente Rafael Mansani alertou para impactos ambientais. “Não podemos comparar Ponta Grossa com outras cidades que foram planejadas. Antes de pensar nesse aumento, precisamos considerar a drenagem do solo, pois todas as modificações que fizermos terão impacto direto nos rios que passam pela cidade. Recentemente, depois de muitos anos, a Câmara conseguiu aprovar um Plano Diretor que atendesse mais a população, com uma nova tabela de parâmetros urbanísticos, mas nós ainda não sabemos os impactos que essas mudanças vão trazer para a drenagem urbana”, ponderou.
Ao encerrar a audiência, o presidente da Câmara, Julio Kuller (MDB), reforçou que o debate permanece aberto por cinco dias para novos diálogos e contribuições.























