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Caso Master: Moraes abre inquérito para investigar origem de vazamentos

O procedimento foi instaurado pelo próprio Moraes, sem solicitação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF)

Caso Master: Moraes abre inquérito para investigar origem de vazamentos
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um novo inquérito para investigar o suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte. A apuração envolve informações que teriam sido extraídas de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.

O procedimento foi instaurado pelo próprio Moraes, sem solicitação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF). Embora incomum, esse tipo de iniciativa é permitido pelo Regimento Interno do STF. A existência do inquérito, que tramita sob sigilo, foi revelada pelo portal Poder360 e posteriormente confirmada pela Agência Brasil.

A investigação foi aberta após reportagens indicarem vínculos entre familiares de ministros do Supremo e o Banco Master, instituição envolvida em um caso de fraude financeira sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Entre os episódios citados está a venda, por parentes de Toffoli, de participação em um resort no Paraná para um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Master. Ambos já foram alvo de buscas e prisão temporária no âmbito do inquérito conduzido na própria Corte.

Outro ponto que motivou a suspeita de vazamento é o contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, e o Banco Master. Em dezembro, o jornal O Globo revelou que o escritório fechou um acordo de R$ 129 milhões para representar o banco conforme a demanda, antes de o escândalo financeiro vir à tona. Moraes suspeita que informações sobre o contrato tenham sido acessadas irregularmente no Coaf ou na Receita.

Segundo o ministro, reuniões recentes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, trataram exclusivamente dos impactos da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos ao magistrado. O Banco Central confirmou que esse foi o tema dos encontros.

Em 27 de dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido para investigar Moraes e sua esposa no caso Banco Master. Para Gonet, não há indícios mínimos que sustentem as suspeitas levantadas. O PGR argumentou que as alegações se baseiam unicamente em matérias jornalísticas, sem elementos materiais que indiquem possíveis ilícitos.

A abertura de inquéritos de ofício por ministros do STF é alvo de críticas, mas está prevista no Artigo 43 do Regimento Interno do Supremo, que autoriza a instauração quando a infração penal envolve autoridade sujeita à jurisdição da Corte. Moraes exerce atualmente a presidência do STF durante o recesso, na ausência do presidente Edson Fachin.

As revelações envolvendo o Banco Master têm estimulado discussões internas no Tribunal. Fachin, que retoma a presidência após o recesso, tem defendido a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores. (As informações são da Agência Brasil)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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