Caso Odonto Excellence: Advogado da família de vítima revela detalhes sobre suposto mando de execução por CEO
Advogado detalha transferências de R$ 1,5 milhão e afirma que vítima previu o crime: “Se algo acontecer, vão atrás do Oséias”, teria dito José Claiton à família.

Em entrevista exclusiva ao portal Boca no Trombone (BNT), hoje (14), o advogado Tainan Felix Laskos, representante da família de José Claiton Leal Machado, trouxe detalhes reveladores sobre o inquérito que indiciou o empresário Oséias Gomes como mandante do assassinato ocorrido em abril de 2022.
Segundo o jurista, a conclusão da Polícia Civil encerra um ciclo de quatro anos de angústia para a família, que desde o início apontava o CEO da Odonto Excellence como o principal interessado no crime.
Laskos relembrou que a investigação avançou significativamente após a prisão de um homem identificado como Jones, capturado pela Guarda Municipal logo após o crime portando a arma da própria vítima. A extração de dados do celular de Jones revelou que ele fora contratado para a execução e permitiu que a polícia rastreasse a logística do crime, que envolvia intermediários no Rio de Janeiro.
O advogado detalhou que a quebra de sigilo bancário foi o “pilar” para o indiciamento de Oséias Gomes:
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Transferências Suspeitas: Foram identificados repasses que somam aproximadamente R$ 1,5 milhão para contas de intermediários (incluindo o “Pastor Paulo”, atualmente foragido).
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Custos da Execução: Na semana do crime, transferências de cerca de R$ 22.300 teriam sido feitas para custear a estada e a logística dos executores em Ponta Grossa.
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O “Presente” de R$ 310 mil: Uma caminhonete SW4 teria sido comprada por Oséias e entregue ao Pastor Paulo. Um vendedor da concessionária prestou depoimento afirmando que o empresário demonstrou comportamento estranho ao ouvir o nome da vítima durante a compra.
Motivação: De Panfleteiro a Sócio Incomodo
A história entre vítima e acusado remonta a 2009. José Claiton começou na empresa como panfleteiro e, segundo a acusação, teria investido economias na primeira clínica da rede.
“Houve uma cobrança do José Claiton pela participação societária na Odonto Excellence, que não foi aceita. Ele decidiu abrir a própria franquia concorrente, e isso gerou a trama criminosa”, explicou Laskos.
Um dos pontos mais sensíveis do relato foi a descrição da morte de José Claiton, ocorrida na frente de sua filha, que na época tinha apenas quatro anos. De acordo com o advogado, a criança, em um gesto instintivo de salvar o pai, tentou fazer massagem cardíaca no corpo caído, sujando-se completamente de sangue.
Questionado sobre o motivo de o empresário responder em liberdade, o advogado explicou que se trata de uma questão técnica do Código de Processo Penal:
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Contemporaneidade: Como o crime ocorreu em 2022 e o indiciamento veio agora, a justiça entende que não há urgência para a prisão preventiva, a menos que haja coação de testemunhas ou tentativa de fuga.
A família, que relatou comportamento “estranho” de Oséias no velório — onde permaneceu por pouco tempo e não compareceu ao enterro —, agora espera que o poder econômico não influencie o desfecho judicial.
“A família clama para que o judiciário não se deixe influenciar por poder ou dinheiro. Eles querem que a sociedade tenha uma resposta e que haja a responsabilização”, finalizou o advogado.
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