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Policial

CMEI de PG seria palco de denúncias de agressão, perseguição e omissão

Casos registrados em boletins de ocorrência apontam episódios de violência contra crianças e perseguição a funcionárias que presenciaram os fatos

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Imagem: BnT
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Pais e responsáveis por alunos de uma escola de educação infantil localizada em Ponta Grossa, no Paraná, realizaram denúncias graves envolvendo uma servidora da instituição. Segundo relatos obtidos pela reportagem, e que constam em boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil, haveria casos de agressões contra crianças e de assédio moral contra funcionárias que denunciaram os fatos. A Prefeitura de Ponta Grossa já se posicionou sobre o caso, com a nota completa podendo ser encontrada ao final do texto.

Duas ocorrências já foram formalmente registradas na 13ª SDP. A primeira envolve uma servidora da escola que relatou ter sido agredida fisicamente por uma pedagoga durante o expediente. De acordo com o boletim, a agressão ocorreu após um desentendimento relacionado ao tratamento direcionado a uma funcionária que havia testemunhado um episódio de possível violência contra uma criança.

A segunda denúncia partiu de um pai que relatou maus-tratos sofridos por seu filho, uma criança autista matriculada na unidade. Segundo ele, seu filho foi puxado com força e levado de forma agressiva por uma funcionária. O comportamento da criança mudou após o episódio, e o caso foi confirmado por outras servidoras da instituição, que relataram ter presenciado o ocorrido.

Em áudios e mensagens obtidos pela reportagem, servidores afirmam que, após denunciarem ou presenciarem as situações de abuso, foram afastados ou removidos de seus cargos. As falas indicam um ambiente de intimidação e tentativa de silenciamento dentro da unidade, com relatos de coação por parte da gestão da escola.

“Elas tiraram as pessoas dali porque defenderam o meu filho e viram pessoalmente o que aconteceu com ele”, afirmou uma mãe, também funcionária da unidade, que pede justiça e proteção para as crianças.

Há também denúncias de que pais que solicitaram acesso às imagens das câmeras de segurança foram inicialmente informados de que não haveria gravações disponíveis. Apenas após insistência, parte das imagens teria sido apresentada.

Segundo os envolvidos, que pedem anonimato por medo de represálias, a situação é recorrente e tem causado apreensão entre pais e cuidadores. Eles relatam que crianças estariam sendo deixadas sem os cuidados adequados, com negligência em aspectos como alimentação, higiene e segurança emocional.

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Portal tem os documentos em mãos, mas opta pela cautela

A equipe do Boca no Trombone teve acesso aos boletins de ocorrência, relatos escritos e áudios com denúncias de servidoras e familiares. No entanto, por respeito às crianças envolvidas e pela gravidade das acusações, optamos por não divulgar o nome da instituição de ensino nem os nomes dos denunciados neste momento.

Nosso objetivo é proteger os menores, garantir que os fatos sejam apurados pelas autoridades competentes e que haja transparência e justiça, sem prejuízos indevidos à comunidade escolar como um todo.

Diante da falta de respostas da ouvidoria e de ações concretas por parte da administração pública, um grupo de pais e responsáveis está organizando uma manifestação pacífica em frente à escola.

O que diz a Prefeitura?

O portal BnT Online entrou em contato com as autoridades competentes para solicitar esclarecimentos, e recebeu uma nota oficial da Prefeitura de Ponta Grossa. Confira abaixo:

“Desde que tomou conhecimento sobre o caso, a Prefeitura de Ponta Grossa está investigando as situações denunciadas e buscando, acima de tudo, preservar o bem-estar dos alunos do CMEI. Todas as medidas administrativas já tomadas pela Secretaria Municipal de Educação foram informadas à família envolvida na denúncia nesta quarta-feira (17). Sobre a transferência citada na reportagem, a mudança do local de trabalho da servidora não tem qualquer relação com a apuração do caso, e sim com critérios técnicos e a demanda de trabalho das unidades escolares.”

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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