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Com mais de 500 pessoas em situação de rua, prefeitura de PG estuda políticas públicas

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Em resposta ao dado alarmante, a prefeita Elizabeth Schmidt convocou sessão extraordinária para discutir Projetos de Lei com foco nas famílias em risco social

Dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos revelam que Ponta Grossa atingiu em 2023 o número de 570 pessoas em situação de rua no Cadastro Único, de 2016 até junho de 2023.

De acordo com o índice do ObservaDH, 90% dessa população é composta por homens (515) e apenas 9% são mulheres (55). Além disso, a maior parte são adultos com idades entre 40 e 49 anos. Outro dado mostra que 13%  (78) são pessoas com deficiência (PCD).

Diante dessa realidade, a prefeita Elizabeth Schmidt convocou uma sessão extraordinária para a próxima quarta-feira (31), buscando discutir e votar 30 Projetos de Lei (PL) que promete garantir auxílio às pessoas em situação de rua na cidade. Entre eles o PL 432/2023, criando benefícios para famílias em situação de risco social, e o PL 434/2023, estabelecendo o Programa Lar Acolhedor para pessoas em vulnerabilidade social.

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Consultório na rua

Paralelamente, a prefeitura de Ponta Grossa, através da Fundação Municipal de Saúde (FMS), está levando ações de saúde para pessoas em situação de rua. A iniciativa do ‘Consultório na Rua’ promove orientações, avaliações clínicas não-invasivas, escuta e aconselhamento, assim como direcionamento e encaminhamentos para serviços da Rede Municipal de Saúde.

“Iniciativas como essa, aliadas aos novos investimentos que temos feito como a contratação de novos médicos e a melhoria da estrutura das nossas unidades, contribuem para fortalecer nossa Rede de saúde, tornando-a mais ampla, mais ágil e eficiente para avançarmos ainda mais no cuidado com a saúde de todos os nossos cidadãos”, aponta a prefeita Elizabeth Schmidt.

De acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde, Juliane Dorosxi, desde o início das atividades, em agosto de 2023, mais de 150 pessoas já foram cadastradas pelas equipes. As atividades de abordagem são realizadas mensalmente por uma equipe multidisciplinar.

“O Consultório na Rua conta com uma atuação integrada das nossas gerências de Saúde Mental, Atenção Primária, de Transporte e do Núcleo de Educação Permanente, proporcionando um trabalho articulado e direcionado para as necessidades das pessoas atendidas”, comenta.

Segundo a gerente de Saúde Mental da FMS, Elaine Peclat, as ações do Consultório na Rua estão desempenhando papel fundamental na promoção e na prevenção de saúde no Município. “É por meio de um atendimento humanizado às pessoas vulneráveis que conseguimos proporcionar o acesso equitativo ao cuidado integral à saúde”, analisa.

Já a supervisora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da FMS, Patrícia Valenga, aponta que as ações do Consultório já têm trazido resultados positivos.

“Nas ações, as pessoas em situação de rua encontram um profissional disposto a escutar e a oferecer um cuidado integral à saúde. Mesmo nos casos com maior resistência, percebemos uma aproximação maior na medida em que vamos estabelecendo vínculos. Um exemplo disso é que, desde o início das atividades, já conseguimos realizar avaliações médicas, orientações e encaminhamentos aos dispositivos da rede, além de avaliações promovidas pela equipe especializada em saúde mental e inserções na Atenção Integral do Caps AD, estrutura destinada à desintoxicação e à diminuição de internamentos”, finaliza.

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Serviços de acolhimento

Além do atendimento no Centro POP, que oferece alimentação, banho, documentos pessoais e passagens rodoviárias, existem mais duas entidades sociais colaboradoras. A Casa de Acolhimento Maria Isabel Wosgrau atende de 60 a 70 pessoas por noite, proporcionando serviços essenciais.

A fundação de saúde ressalta que o atendimento a essa população requer ações conjuntas com outras políticas, como Segurança Pública, Saúde, Emprego, Habitação, entre outras. Além disso, a prefeitura assegurou a criação de uma Comissão para tratar das demandas este ano, resultado da necessidade de trabalho conjunto discutido em audiência pública na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa em agosto de 2023.

Com informações assessoria PMPG


    Lucas Portela

    Lucas Portela

    Lucas é jornalista formado em Bacharel pelo Centro Universitário Santa Amélia (UniSecal) de Ponta Grossa.

    Graduado desde 2021, possui experiência com redação em portais de notícia, trabalhou nos bastidores de uma emissora de TV local, se aventurou como produtor audiovisual em uma agência de publicidade, já estagiou como assessor de imprensa na Secretaria Municipal de Educação de Ponta Grossa e atualmente exerce o cargo de jornalista redator no portal Boca no Trombone.

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