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A CPMI do INSS relatório final marca a reta final dos trabalhos da comissão ao recomendar o indiciamento de 216 pessoas após meses de apuração. O parecer foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar nesta sexta-feira (27), após decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a prorrogação das investigações.

Entre os nomes citados está o empresário Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Apesar de não ser alvo formal de investigação da Polícia Federal, ele aparece no relatório com base em diligências realizadas no fim de 2024, ligadas à empresária Roberta Luchsinger. A defesa nega qualquer irregularidade.

O documento também sugere a prisão preventiva de Lulinha, embora a comissão não tenha poder legal para determinar medidas judiciais. Todas as recomendações serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por decidir sobre eventuais denúncias.

Limitações da investigação e novos desdobramentos

O relatório reconhece que nem todos os pontos puderam ser aprofundados, como suspeitas de pagamentos irregulares e viagens financiadas por empresários. Um dos principais citados é Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como articulador do esquema.

Além dele, o nome de Maurício Camisotti aparece como operador das supostas irregularidades. Ambos são alvo de recomendações por crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Mesmo com lacunas, a comissão recomenda que a Polícia Federal continue as investigações, ampliando a apuração dos fatos que não foram totalmente esclarecidos.

Divisão política marca reta final da CPMI

Outro ponto relevante do CPMI do INSS relatório final é o embate político. Parlamentares da base governista articulam um relatório alternativo, questionando principalmente os pedidos de indiciamento.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, defende a construção de um texto de consenso, mas admite divergências. A votação do relatório pode se estender até a madrugada deste sábado (28), prazo final de funcionamento da CPMI.

Com mais de 4 mil páginas e dividido em nove frentes de investigação, o documento representa um dos maiores relatórios recentes do Congresso, reunindo dados sobre empresários, servidores públicos e agentes políticos.

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